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Médico cria mesa que aumenta 10% chance de sobrevivência em emergência

Com fácil acesso e manuseio o equipamento facilita o transporte dentro de hospitais e pronto atendimentos
Equipamento permite checagem via QR code (Visoot Uthairam/Getty Images)
Equipamento permite checagem via QR code (Visoot Uthairam/Getty Images)
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Publicado em 24/06/2022 às 11:15.

Última atualização em 24/06/2022 às 12:02.

O médico cirurgião geral João Paulo Palma Beolchi desenvolveu uma torre de atendimento de emergência que aumenta a chance de sobrevivência dos pacientes em emergência. O equipamento está sendo lançado pela Lanco, líder nacional no fornecimento de mobiliário hospitalar. É a primeira torre para atendimento de emergência fechada do Brasil. “Os diferenciais da torre fazem com que os pacientes em emergência tenham 10% a mais de chance de sobrevivência”, afirma Beolchi, responsável pela área de inovação do Hospital da Luz, em São Paulo.

Segundo ele, os atuais carrinhos utilizados nesses atendimentos foram projetados há décadas, não foram modernizados e estão defasados. Não possuem locais adequados para a disposição e a preparação dos medicamentos e descarte de materiais, entre outras deficiências que prejudicam o trabalho das equipes de saúde e, consequentemente, fazem com que esse atendimento emergencial e determinante para salvar vidas possa perca eficiência.

A torre produzida pela Lanco é fechada, diferentemente das comuns, facilitando seu transporte. Além disso, conta com gavetas organizacionais: uma para monitor e outros equipamentos e outra para medicamentos e materiais necessários para o acesso venoso do paciente. “A torre adapta-se às necessidades do hospital, e não o contrário, como acontece hoje, e pode ter várias configurações, o que é um diferencial fundamental em relação ao que há no mercado”, diz o cirurgião.

As gavetas das torres ficam dispostas todas,de frente para os profissionais de saúde, facilitando o manuseio. Os materiais e equipamentos são separados de maneira lógica, levando em conta as etapas do atendimento. Com isso, quando um procedimento é encerrado, a gaveta é fechada, e o médico ou enfermeiro já abre a próxima, com tudo o que precisa, sem perder tempo procurando os materiais.

Outra inovação é tecnológica. A checagem da torre é feita de maneira digital, por leitura de QR Code. Isso gera diminuição de custos, agiliza o processo e garante, com mais segurança, que o equipamento estará sempre pronto para ser utilizado.

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