Um conteúdo Bússola

Heineken reduziu um terço do uso de água na produção de cerveja em 10 anos

Empresa investe na utilização de energias 100% renováveis e programas de logística reversa, que encaminha garrafas para reciclagem desde 2010
Além do uso de energia eólica Heineken mira em reciclagem. (Heineken/Divulgação)
Além do uso de energia eólica Heineken mira em reciclagem. (Heineken/Divulgação)
B
BússolaPublicado em 05/08/2022 às 16:00.

O grupo Heineken, cervejaria holandesa com cerca de 140 fábricas em mais de 70 países, atua em diversas frentes no Brasil visando a sustentabilidade da sua produção. Então entre as ações, o uso de energias renováveis, eficiência hídrica, reciclagem e conscientização e inclusão da sociedade no trabalho de conservação do meio ambiente.

Entre os destaques estão a produção da cerveja Sol, feita totalmente com a utilização de energia solar, o uso de energia 100% renovável em três unidades, e a redução em um terço do uso de água no processo de produção do grupo nos últimos dez anos. Além disso, a empresa participa de programas de logística reversa, que já encaminhou mais de 50 milhões de garrafas para reciclagem desde 2010.

“O senso de urgência sobre a agenda ambiental, social e de governança têm norteado todas as nossas ações há algum tempo”, afirma a gerente-sênior de Sustentabilidade do Grupo Heineken Ornella Villardo.

“O respeito e o cuidado com as pessoas e com o planeta são valores fundamentais e uma prioridade da nossa empresa. Sabemos de nossas responsabilidades de reduzir os impactos da nossa operação, que é a segunda maior cervejaria do país. Por isso, estamos dedicados a cumprir nosso papel, assumindo compromissos e metas ambiciosas”, declara a gerente.

No Brasil, o grupo Heineken é composto pelas marcas Heineken, Sol, Amstel, Amstel Ultra, Tiger, Lagunitas, Kaiser, Bavaria, Eisenbahn, Baden Baden, Devassa, Schin, Glacial e No Grau. O portfólio de não alcoólicos inclui Água Schin, Schin Tônica, Skinka e os refrigerantes Itubaína, Viva Schin e FYs.

Sol e vento

Visando o uso de energia renovável, em 2019, o grupo inaugurou um parque eólico na cidade de Acaraú, no Ceará. Foram investidos R$ 200 milhões e a instalação tem capacidade para gerar 112 mil MWh/ano, o equivalente a 30% de toda a energia elétrica consumida pelas 15 cervejarias da companhia no Brasil. Após o início do pleno funcionamento do parque, a Heineken pretende deixar de emitir 12 mil toneladas de CO2 por ano, o que equivale, segundo a empresa, a 400 mil árvores plantadas.

Além disso, desde 2020, a produção da cerveja Sol é feita com a utilização de energia de fonte solar, e a produção da cerveja Heineken utiliza energia 100% renovável nas unidades de Alagoinhas (BA), Araraquara (SP) e Ponta Grossa (PR). Esse movimento se aplica a todo o processo produtivo e de envase dos produtos da marca Heineken, incluindo Heineken 0.0, nas três cervejarias. O grupo também investiu em caldeiras de biomassa, fonte energética que deriva de cavaco de madeira com origem de reflorestamento certificado.

São exemplos de iniciativas alinhadas à estratégia da Confederação Nacional da Indústria (CNI) rumo a uma economia brasileira de baixo carbono, baseada em quatro pilares, um deles a transição energética.

Eficiência hídrica

Segundo a empresa, o grupo reduziu em 1/3 o uso de água no seu processo de produção nos últimos dez anos, se concentrando na eficiência hídrica e no tratamento de efluentes. Visando expandir ainda mais a proteção das bacias hidrográficas, o grupo mapeou as áreas em que devem ter mais atenção na gestão hídrica.

“A água é fundamental para o Grupo Heineken, pois está literalmente no centro de nossos produtos. Até pouco tempo atrás, nos concentrávamos na eficiência hídrica e no tratamento de efluentes. Embora isso tenha sido muito positivo na redução do uso de água no processo de produção – reduzimos 1/3 do consumo de água nos últimos dez anos – percebemos que, para proteger ainda mais a saúde das bacias hidrográficas, precisamos pensar de forma diferente”, afirma a gerente-sênior.

Para isso, a empresa conduziu SVAs (sigla em inglês para Source Vulnerability Assessments ou avaliações de vulnerabilidade da fonte, em tradução livre). Neles são identificadas bacias hidrográficas em situação de estresse hídrico. Como resultado da implementação desse diagnóstico, foram identificadas duas cervejarias em área de estresse hídrico: as unidades de Itu (SP) e Pacatuba (CE).

Quando enquadradas em estresse hídrico, a cervejaria tem que cumprir com uma governança global que olha para três pilares, sendo um deles a eficiência, que visa reduzir o consumo médio de água de 2,9 hl / hl (área sem estresse) para 2,6 hl/hl em áreas com escassez de água para até 2030. Essa meta é pautada no uso de novas tecnologias e melhoria de processos. O segundo pilar é o balanço hídrico, que envolve devolver para a bacia 1,5 vezes o volume produzido na cervejaria, com o objetivo de restaurar ou ao menos manter a situação da bacia hidrológica. Essa meta é pautada em projetos estruturantes como restauração e conservação florestal, infraestrutura e políticas públicas de acesso à água.

O terceiro pilar é o da circularidade, que versa olhar interno para as oportunidades de reutilização de água de processo e efluente, e, também, um olhar externo na busca de diferentes stakeholders que tenham interesse no reuso do efluente, reduzindo o volume captado na bacia.

Reciclagem

O programa Volte Sempre, iniciado na cidade de São Paulo e em fase piloto em Belo Horizonte (MG), estimula a reciclagem de vidros em geral. O material é coletado em pontos específicos e enviado para ser triturado e reciclado. Desde 2019, o projeto já coletou 390 mil garrafas, com a participação de 5.030 clientes, somando 189 toneladas de vidros reciclados. Para a etapa de Belo Horizonte, a empresa de reciclagem de vidro Owens Illinois passou a fazer parte da ação.

A Heineken participa ainda do Glass is good, programa de logística reversa de vidro, em parceria com a Associação Brasileira de Bebidas (ABRABE). Desde 2010, o programa já encaminhou mais de 50 milhões de garrafas para reciclagem.

“Dentro de nossas estratégias de ESG, que olham para a nossa cadeia de valor de ponta a ponta, está a meta de termos 100% de circularidade das embalagens no on trade (bares, restaurantes e casas noturnas) e do plástico no on e off (supermercados) até 2025”, declarou a gerente-sênior de Sustentabilidade do Grupo Heineken Ornella Villardo.

“O objetivo é buscarmos garantir, cada vez mais, a destinação correta das embalagens que colocamos no mercado, seja reinserindo-as no processo de produção e distribuição dos produtos por meio da reutilização, seja transformando-as em insumo para outras cadeias”.

Social

Uma das iniciativas de destaque do grupo é o programa S0+MA, em parceria com uma startup, nas unidades de Salvador (BA), Goiânia (GO) e Curitiba (PR). A ação une preocupação ambiental e social. Permite o acúmulo de pontos a cada material reciclável entregue pelos participantes, que podem ser trocados por produtos essenciais, como itens de higiene e alimentação, por exemplo, ou cursos profissionalizantes. O programa vem impulsionando a reciclagem do vidro nestas capitais, responsável pela instalação de uma verdadeira cadeia do vidro (consumo/descarte/coleta/reciclagem), principalmente na capital baiana.

Este artigo é uma publicação conjunta entre Bússola e Indústria Verde

Siga a Bússola nas redes: Instagram | Linkedin | Twitter | Facebook | Youtube

Veja também