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Setor de alimentação: o impacto da digitalização na rentabilidade

Gestão automatizada estruturou operação, ampliou controle financeiro e viabilizou ganho de escala nas 16 unidades administradas pelo grupo no setor hoteleiro

 (Gorica Poturak/Getty Images)

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Publicado em 2 de março de 2026 às 07h00.

Para a liderança no setor de alimentação, a automação e digitalização se mostra o caminho para a perenidade das operações. No caso do Grupo Bonjardim, o faturamento que cresceu 177% em quatro anos só foi possível graças a essa transformação.

Fundado em 1993, o trupo oferecia serviços de café da manhã para flats e posteriormente expandiu para a atuação em almoços, jantares, room service, frigobar e eventos.

A automação ocorreu em 2021, com a adesão do Linx Degust, solução voltada para o setor de alimentação que utiliza inteligência de dados para aprimorar o controle financeiro e implantar padronização operacional.

Como era a operação antes da digitalização?

Até a décima unidade, a gestão do Grupo Bonjardin era conduzida de forma majoritariamente manual, baseada em relatórios e em uma relação próxima entre liderança e equipes. 

O ciclo de crescimento iniciado entre 2021 e 2022, porém, elevou a complexidade do negócio. A necessidade de reestruturar a operação após a pandemia, modernizar unidades, reorganizar equipes e retomar margens tornou indispensável a adoção de tecnologia para sustentar a expansão.

“Quando atingimos dez unidades, ficou claro que precisávamos de tecnologia para crescer com segurança e ter uma visão integrada do negócio”, diz Nagib de Vasconcellos Miguel, CEO do Grupo Bonjardim.

Os avanços após a digitalização 

Com a implementação do Linx Degust, a gestão passou a ser centralizada em um escritório administrativo, em conjunto com os gerentes de cada unidade. 

A solução trouxe visibilidade em tempo real sobre faturamento, estoque, compras, meios de pagamento e fluxo operacional entre salão e cozinha, além de maior segurança na emissão fiscal.

O acompanhamento em tempo real dos indicadores transformou a rotina dos gestores. A análise de mix passou a orientar ajustes de cardápio, o controle de insumos, reduziu desperdícios e o acompanhamento diário de CMV permitiu correções antes que virassem impacto financeiro.

“Os dados permitem atuação preventiva e estruturam o crescimento. A tecnologia garante previsibilidade e mais segurança para expandir”, afirma Bruno Primati, diretor de Food da Linx.

A tecnologia também viabilizou:

  • Padronização de cardápios,
  • Ganhos de eficiência em compras 
  • Melhores negociações com fornecedores a partir da análise de produtos mais vendidos. 

O uso de dados passou a orientar decisões estratégicas em áreas como vendas, estoque, gestão de equipes e planejamento de novas unidades.

O que foi preciso para a modernização?

A adoção do sistema exigiu adaptação cultural e investimento em treinamento, especialmente para equipes habituadas ao modelo anterior. Com o tempo, a gestão orientada por indicadores tornou-se parte da rotina operacional e elemento central na estratégia de expansão.

“Hoje conseguimos visualizar o negócio de ponta a ponta. As decisões deixaram de ser baseadas apenas em percepção e passaram a ser orientadas por dados confiáveis, o que aumenta nossa segurança e rentabilidade”, conclui Miguel.

 

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