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Compras corporativas ligadas à Copa somaram R$ 9,4 bilhões antes do início do torneio

Categoria de vestuário esportivo e torcida movimentou 31 milhões de notas fiscais desde julho de 2025

Empresas anteciparam estoques e logística para a demanda da Copa do Mundo 2026 (Leandro Fonseca /Exame)

Empresas anteciparam estoques e logística para a demanda da Copa do Mundo 2026 (Leandro Fonseca /Exame)

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Publicado em 20 de junho de 2026 às 13h00.

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A Copa do Mundo de 2026 já aparece nos documentos fiscais das empresas brasileiras. Um estudo da Qive, plataforma do Contas a Pagar, revela que a categoria de vestuário esportivo e itens de torcida movimentou R$ 9,4 bilhões entre julho de 2025 e maio de 2026, em um sinal de antecipação de estoques, produção e distribuição para atender à demanda gerada pelo evento.

O levantamento identificou a emissão de mais de 31 milhões de Notas Fiscais Eletrônicas (NFes) únicas no período, evidenciando a antecipação do setor B2B para atender à demanda gerada por grandes eventos esportivos globais.

Impacto na cadeia corporativa

“Os dados mostram como grandes eventos esportivos impactam a economia muito antes do apito inicial.

Eles sugerem uma antecipação da cadeia corporativa ligada à produção, distribuição e abastecimento de itens esportivos e de torcida, tradicionalmente ligados à Copa do Mundo, movimentando bilhões de reais com quase um ano de antecedência.

As corporações se organizam para garantir capacidade operacional, disponibilidade de estoque e eficiência logística diante de uma demanda global altamente aquecida”, afirma Daniel Paschino, CFO da Qive.

Antecipação de até um ano impulsiona cadeia de suprimentos

A análise histórica da Qive sugere que as companhias começam a se preparar para eventos dessa magnitude cerca de um ano antes de sua realização, garantindo disponibilidade de estoque e capacidade logística.

Ao comparar o volume financeiro do período de preparação para a Copa (julho de 2025 a maio de 2026) com o intervalo equivalente de preparação para as Olimpíadas (julho de 2023 a maio de 2024), observa-se um crescimento de 40% nos gastos, apontando uma maior alocação de recursos atrelada ao evento de 2026.

Apesar do crescimento expressivo no volume financeiro e na quantidade de notas emitidas, o ticket médio da categoria permaneceu praticamente estável ao longo dos trimestres desde 2022, com média de R$ 300,13.

O dado indica que a expansão é puxada principalmente pelo aumento no volume de pedidos, e não necessariamente pela inflação dos produtos.

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