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Como a escolha das praças virou ponto focal para expansão de franquias

Crescimento do setor reforça necessidade de planejamento demográfico e análise de mercado para evitar aberturas sem lucro

 Estratégia de expansão de franquias agora prioriza dados demográficos e inteligência territorial (Nuthawut Somsuk/Getty Images)

 Estratégia de expansão de franquias agora prioriza dados demográficos e inteligência territorial (Nuthawut Somsuk/Getty Images)

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Publicado em 15 de abril de 2026 às 15h00.

Por Fritz Paixão*

Durante muito tempo o êxito de uma rede de franquias era medido pelo número de lojas abertas. Quanto mais operações no mapa, maior aparentava ser o sucesso.

Porém, as marcas brasileiras vem mudando e esse amadurecimento aponta para a estratégia de crescer nos lugares certos e de forma estratégica como o verdadeiro medidor do triunfo de uma rede.

No cenário atual, expandir deixou de ser apenas abrir unidades e passou a exigir decisões orientadas por análise de mercado e avaliação territorial, priorizando regiões com maior potencial de resultado.

Inteligência de dados no franchising

O franchising, que faturou mais de R$ 300 bilhões em 2025, segundo dados da Associação Brasileira de Franchising (ABF), é um setor que vive um momento robusto.

Esse cenário reforça o interesse do empreendedor brasileiro nas franquias como motor de aceleração desse movimento.

Os números revelam também uma importante mudança na lógica de expansão das redes, com o número de operações crescendo de forma moderada e consciente.

Fatores como inteligência territorial e consciência de público-alvo tornaram-se essenciais para a efetividade do negócio.

Além das capitais: a precisão do ponto comercial

Há alguns anos, era comum seguir o raciocínio de começar por todas as capitais do Brasil, seguir para grandes cidades e depois interiorizar. Hoje, porém, sabemos que esse raciocínio é simplista.

A expansão de franquias eficiente começa com estudo demográfico, comportamento de consumo e poder de compra dos habitantes, bem como do segmento investido.

Esse mesmo princípio vale quando a rede decide atravessar fronteiras. A internacionalização, assim como a expansão nacional, exige planejamento e entendimento profundo das praças.

No fim, crescer não é uma corrida para abrir mais portas, mas um processo de escolher os mercados certos para construir operações sólidas e duradouras.

Qualidade vs. Velocidade no crescimento de rede

Portanto, o franchising brasileiro atual mostra que a expansão de uma rede não deve ser confundida com velocidade.

Muitas inaugurações podem até gerar uma visibilidade imediata para a marca, mas não devem ser tratadas como termômetro de sucesso do negócio.

É fundamental basear-se no crescimento consistente, ancorado em inteligência territorial e análise de mercado.

Hoje, a pergunta não deve ser mais quantas unidades abrir, mas sim onde e por quê.

*Fritz Paixão é fundador e CEO da CleanNew, uma das maiores redes de franquias de higienização e conservação de estofados do Brasil. 

 

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