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Por Augusto Panachão*

O 5G Privado é um termo usado para descrever uma rede móvel desenvolvida e operada exclusivamente para uso privado de uma empresa, indivíduo ou organização pública. Ele tem o objetivo de oferecer mais velocidade, latência ultrabaixa, mais confiabilidade, capacidade de rede, mais disponibilidade e uma experiência similar para uma grande quantidade de usuários. Nos últimos meses, testemunhamos diversas notícias relacionadas à chegada da rede 5G em capitais brasileiras, mas pouco foi comentado sobre como as organizações, públicas e privadas, podem se tornar independentes das operadoras e trabalhar com redes mais rápidas, seguras e estáveis através do chamado 5G Privado.

Possibilidades de uma rede privada

As operadoras são as responsáveis pelas redes de celular com espectro público de frequências, em uma rede compartilhada entre usuários finais e empresas, mas o 5G chegou trazendo algo inovador: há um espaço de frequências dedicado às organizações, que podem montar as suas próprias redes 5G – Private 5G, ou P5G. Com o 4G LTE as redes privadas também eram possíveis, mas sem as características tecnológicas diferenciais do 5G. Afinal, cada vez mais as aplicações corporativas exigem baixíssima latência e muita largura de banda.

Por meio do 5G Privado, o espectro, a rede e os dados executados dentro dele, estão sob o controle de uma única empresa e podem ser restritos a determinadas localizações. Isso serve como um habilitador poderoso para qualquer organização que queira ampliar seus esforços de transformação digital. As vantagens são inúmeras: trafegar volumes crescentes de dados, entregar comunicações ultra confiáveis de baixa latência para aplicações de missão crítica, gerenciar uma infinidade de dispositivos e sensores de forma que eles se comuniquem de maneira mais eficiente e livre, priorizar o tráfego de rede, e muito mais.

A internet das coisas irá acelerar diversos setores

Diversos setores da economia se beneficiarão com essa tecnologia, especialmente aqueles que possuem maquinário pesado em ambientes ermos e grandes. Nas mineradoras, por exemplo, o 5G Privado ampliará o uso de veículos autônomos e de controles, conectará vários dispositivos e serviços simultaneamente, etc. Já no agronegócio, os produtores identificarão e reagirão mais agilmente contra pragas e doenças, drones farão o monitoramento do rebanho e a pulverização, além da irrigação ser automatizada. Em fábricas, o sistema de manutenção será mais inteligente, a produção será controlada por inteligência artificial, a rede conectada com big data e a conexão de toda a cadeia logística e produtiva será onipresente, e assim por diante.

Aí você deve estar se perguntando: mas não era possível ter todos esses benefícios com a tecnologia 4G ou Wi-Fi? Pode-se até dizer que sim, mas o 5G Privado tem uma área de cobertura muito maior, mesmo com menos antenas, quando comparado com o Wi-Fi. Empresas que queiram conectar suas máquinas até têm opções mais convencionais, que trafegam poucos dados, ou uma rede Wi-Fi, mas é preciso implantar muitas antenas, tornando o projeto de alto custo.

Alcance maior que o do Wi-fi 6

Isso também vale para o Wi-Fi 6. Normalmente, o seu raio de ação é de dezenas ou centenas de metros da antena. Em uma planta de quilômetros seriam necessárias muitas antenas, muitas vezes tornando o custo do projeto inviável. Não podemos esquecer que o WiFi 6 trouxe diversas capacidades extras e tem várias aplicações nos ambientes corporativos e na Indústria 4.0, mas a área de cobertura dos APs ainda é um ponto limitante para várias aplicações.

É nesse contexto que o 5G Privado pode cair como uma luva, oferecendo uma performance muito melhor que o Wi-Fi, com menos antenas para fazer a cobertura da planta e uma necessidade menor de investimento e manutenção de infraestrutura. Certamente, todo esse desempenho e eficiência impactarão de diversas formas no seu modelo de negócio.

*Augusto Panachão é VP de Soluções e Tecnologia da NTT Ltd.

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