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Bússola Trends: Storytelling e podcast, o áudio a favor do marketing

Praticidade do podcast permite escutar onde e como você quiser, selecionando histórias de vida e até de empresas
Quem não gosta de ouvir histórias é porque nunca escutou uma que valha a pena (visualspace/Getty Images)
Quem não gosta de ouvir histórias é porque nunca escutou uma que valha a pena (visualspace/Getty Images)
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Alexandre Loures e Flávio Castro* Publicado em 13/07/2022 às 11:10.

Já falamos por aqui sobre a importância do som como ferramenta de comunicação de marketing. Há um ano escrevemos sobre a era do áudio onde o som se tornava cada vez mais protagonista.

Reafirmamos essa tendência que só cresce. Ouvir e contar histórias acompanha a humanidade que, por meio de narrativas, compartilham conhecimentos, cultura, memórias, impressões e emoções.

Quem não se lembra de uma história interessante da família? Quem de nós já não ouvimos centenas de vezes a mesma narrativa de um amigo que sempre relembra um fato engraçado que todos já conhecem?

A linguagem oral faz parte do nosso desenvolvimento e de nosso repertório. Começamos a nos perceber parte de uma sociedade por meio de nossas histórias em comum, dos contos que fazem parte de nossa cultura, dos pensamentos críticos que surgem a partir de tantas e tantas audições.

Não é por acaso que, em pleno 2022, o podcast está se tornando tão popular.

Uma boa história se perpetua. Um relato, quando bem estruturado e bem contado, se propaga e se torna parte importante até do cotidiano das pessoas, quando o assunto se torna “o da vez”.

Os recursos que temos atualmente para criar storytellings são inúmeros e as marcas os têm utilizado oferecendo ao público um meio lúdico e prazeroso, que otimiza o tempo, mas ao mesmo tempo informa.

Para ouvir, basta um fone de ouvido, um equipamento ligado, seja um computador ou smartphone. Enquanto ouvimos, podemos praticar esportes, dirigir um carro, cuidar da casa, entre tantas atividades. Não exige atenção para além da escuta e, nos dias atuais, isso significa muito.

Definitivamente o áudio é uma importante ferramenta para qualquer estratégia de marketing se usado a fim de produzir uma conexão com os clientes, sejam potenciais ou já existentes.

Ele atrai essas pessoas para conhecer mais um produto ou serviço e criam oportunidades de relacionamentos.

Um estudo com dados da Statista e IBOPE sobre o consumo de podcast afirma que atualmente o Brasil é o terceiro país que mais consome podcast no mundo, ficando na frente de países como Estados Unidos e Reino Unido.

O relatório Global Podcast Market chegou à conclusão de que o mercado de podcasts alcançará imenso crescimento e demanda nos próximos anos até 2028.

Para se ter uma ideia desse crescimento, a potência global de medição de audiência Nielsen descobriu que nos últimos 12 meses, 45% dos ouvintes atuais começaram a usar o formato, o que quer dizer que é espantosa essa adesão.

O mais interessante é que ainda estamos começando a produzir conteúdos nesse formato e existem inúmeras oportunidades para alcançar públicos antes inexplorados.

O caso do podcast “A Mulher da casa abandonada” pode servir de exemplo desse alcance. A casa citada já virou point de curiosos que ouviram a história macabra e ocupam a rua. Câmeras de TV exibem detalhes da casa e o assunto viralizou nas mais diferentes mídias.

A mensagem fica clara: é preciso adotar a prática de produção de conteúdo de áudio para comunicar uma marca, seja a partir de afirmar manifestos, visão, valores e missão; contar novidades ou cases.

Para isso, a primeira coisa a se levar em conta é para quem, o que e como comunicar.

Depois disso, estabelecer um tom que também represente o DNA da empresa, que soe como uma conversa onde há a possibilidade de troca.

A autenticidade é fundamental para a confiança. Cada marca deve traçar sua própria oratória, nos mais diferentes canais de comunicação, das mais distintas formas.

Um anúncio deve conter, por si só, ingredientes claros e coerentes do que se quer comunicar.

É necessário lembrar de que o som é sempre marcante, para o bem ou para o mal.

Registros sonoros são potentes e o ideal é traçar um plano para que o que se contar em um canal, se repetir, mesmo que só no tom, em outro.

A identidade sonora sempre deve ser construída assim como tantas outras formas de se identificar.

Pessoas que sabem ouvir geralmente se tornam mais capazes de comunicar.

Portanto, aprender com os outros também é uma forma de construir os próprios formatos.

Como?

Ouvindo!

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Mercado de podcasts alcançará grande crescimento e demanda tremenda nos próximos anos até 2028 | Apple Podcasts, Spotify, Stitcher, Castbox

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*Alexandre Loures e Flávio Castro são sócios do Grupo FSB

Este é um conteúdo da Bússola, parceria entre a FSB Comunicação e a Exame. O texto não reflete necessariamente a opinião da Exame.

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