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Buscas por visto permanente no exterior crescem 50%, aponta levantamento

Perfil que deseja trabalhar fora do Brasil é de pessoas entre 30 e 55 anos, casados e com filhos, que saem de capitais brasileiras, revela Bicalho

Previsão é de aumento nas buscas com avanço da vacinação e flexibilização dos países (Epoxydude/Getty Images)

Previsão é de aumento nas buscas com avanço da vacinação e flexibilização dos países (Epoxydude/Getty Images)

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19 de setembro de 2021, 09h00

Trabalhar fora do país tem se tornado uma opção para alguns profissionais no Brasil, devido a falta de incentivo e investimento das autoridades locais. De acordo com o Departamento de Estado, os vistos EB-2 emitidos em 2020 para profissionais brasileiros altamente qualificados tiveram crescimento de 36%, em comparação com 2019.

A Bicalho Consultoria Legal, empresa especializada em imigração e internacionalização de negócios, também registrou um aumento de 50% nas buscas pelos vistos EB-1 e EB-2. Esse dado sugere a alta demanda para imigração legal, que deve ter um crescimento ainda maior devido à flexibilização nos locais onde os casos da covid-19 estão diminuindo e há o aumento da vacinação em massa.

Para compreender o perfil desses profissionais, a empresa fez um levantamento que indica que 85% das pessoas que desejam ir para fora do país têm entre 30 e 55 anos.

“O perfil atual é composto por profissionais nessa faixa etária, sendo a maior parte deles casados e com filhos. Todos possuem carreira estável no Brasil e normalmente saem das grandes capitais, como São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Salvador, Recife, Fortaleza, Porto Alegre e Curitiba. Poucos são provenientes de cidades sem vocação urbana”, afirma Vinicius Bicalho, mestre em direito no Brasil e EUA e especializado em Negócios Internacionais e sócio na Bicalho Consultoria Legal.

Além desses indicativos, os profissionais considerados com habilidades especiais são requisitados e bem vistos em outros países. Essa distinção se baseia entre as habilidades extraordinárias, onde os imigrantes estão no topo da sua área de atuação e são referências em seus segmentos. Já aqueles com habilidades excepcionais têm bom status e histórico profissional — com formação acadêmica e/ou experiência sólida.

Diante disso, é possível observar que aqueles com perfil de destaque profissional ou que comprovam que de alguma maneira agregarão valor ao país, podem ser recebidos sem que haja um empregador, baseado no interesse local, como costuma acontecer nos Estados Unidos.

“Enquanto a pandemia gerou uma redução de 48% na emissão de vistos para os Estados Unidos no ano de 2020, o volume de profissionais qualificados que deixaram o Brasil rumo a esse país aumentou 36% nesse mesmo período e vem crescendo ao longo do tempo”, declara Vinicius.

 

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