Ageless: uma coluna para quem não tem idade e não aceita estereótipos

A economia da longevidade já ultrapassa os R$ 2,1 trilhões ao ano e se expande com intensa voracidade

Esta coluna Ageless foi criada em sua homenagem.

Ela foi idealizada para pessoas como você, “sem idade”, mas que têm ânsia por novos conhecimentos, vontade de viver, desejo de ousar e de se reinventar o tempo todo. E não aceitam estereótipos.

São pessoas que não admitem simplesmente ser mais um ou comum. Buscam sempre algo novo.

Acreditam que o hoje é um aprendizado para o amanhã. Pretendem deixar um legado.

Há alguns dias, a figurinista Ann Roth, de 89 anos, ganhou o Oscar. Anthony Hopkins, de 83, recebeu a estatueta de melhor ator; Frances McDormand, de 63, foi agraciada como melhor atriz; e Yuh-Jung Youn, de 73, conquistou o troféu de melhor atriz coadjuvante.

E sabe quem foi o destaque do Globo de Ouro? Jane Fonda, de 83 anos.

Entre suas famosas frases estão:

"Aos 20 anos eu era muito mais velha do que sou aos 80."

“Nunca é tarde para começar de novo e para ser feliz.”

“Você não aprende com sucesso, prêmios, sendo uma celebridade, mas com feridas e cicatrizes, erros e falhas.”

Apesar de todos esses ensinamentos, das conquistas e experiências que acumularam ao longo da vida e da carreira, será que eles estão no auge?

Certamente estão trabalhando ainda mais, pensando em formas de inovar para continuarem se superando e se destacando.

Fazer mais do mesmo não é uma alternativa. Não nos leva mais ao mesmo. E será mesmo que queremos sempre o mesmo?

Você, leitor, deve estar pensando: OK, mas são todos artistas e respiram o glamour de Hollywood...

Hoje talvez. E ontem?

Jeff Bezos foi cozinheiro do McDonald's.

Elon Musk foi técnico de videogame.

Oprah Winfrey foi caixa de supermercado.

Warren Buffett foi entregador de jornal.

Michael Dell foi lavador de louças.

Jack Ma foi professor de inglês.

Quer mais?

Henri Nestlé iniciou a empresa aos 52 anos.

Ray Kroc inaugurou o primeiro McDonald’s aos 52 anos.

John Pemberton criou a Coca-Cola aos 55 anos.

Charles Flint deu início à IBM aos 61 anos.

Eles não quiseram ser comuns. Com muito esforço, conseguiram promover disrupções em seus respectivos segmentos de mercado.

Agora vamos a exemplos de “gente como a gente”.

A Microsoft de Israel contratou um funcionário de 82 anos, Reuven Peer. Diz a empresa: “ele ainda é jovem e sabe que precisamos dele aqui conosco”.

Aos 90 anos, a japonesa Hamako Mori entrou para o Guinness Book como a mais velha YouTuber de videogames do mundo. Possui quase 500 mil inscritos em seu canal. Virou celebridade!

Com 96 anos, o italiano Giuseppe Paterno é o aluno mais velho daquele país a se formar em uma universidade. Ele quer mais! “Vou me dedicar à escrita; quero revisitar todos os textos que não tive chance de explorar até agora.” Tornou-se inspiração para os demais estudantes.

A norte-americana Mary Cotter tem 103 anos e exerce um trabalho voluntário no Montclair Senior Center, na Califórnia, aonde vai cinco dias por semana. É considerada um exemplo para todos.

E, aos 106 anos, a pianista francesa Colette Maze gravou seu sexto álbum. Ela toca o coração de seus fãs.

E no Brasil?

Os Ageless estão em toda a parte. A economia da longevidade já ultrapassa os R$ 2,1 trilhões ao ano e se expande com intensa voracidade, abrangendo segmentos como viagens e lazer, educação e beleza, inovações e finanças, casas e ambientes que focam no senso de comunidade e propiciam privacidade, segurança, sociabilização e qualidade de vida, minimizando questões como a ociosidade, o isolamento e a depressão.

Precisamos enfrentar e superar desafios diários, como a saúde física, mental, emocional, espiritual e financeira, ao mesmo tempo em que nos deparamos com inevitáveis, imprevisíveis e repentinas mudanças, quer seja nas relações pessoais ou as enfrentadas no mercado de trabalho.

Há uma crescente demanda pela andragogia, tanto para o indivíduo se sentir ativo social e mentalmente, como para obter uma melhor capacitação para empregabilidade ou para exercer uma atividade empreendedora.

Como atuar em um ambiente em que o estável pode oscilar, e o arriscado, equilibrar?

Neste mutante, escalável e algoritmizado mundo corporativo, é indispensável atualização constante, dedicação intensa, propósito genuíno, resiliência fortalecida, execução competente e adaptável. Isto sem contar as vivências, o networking e a marca profissional, que são gradativos, únicos e intransferíveis.

“É preciso correr muito para ficar no mesmo lugar”, vaticinou o britânico Lewis Carroll, autor de Alice no país das maravilhas, publicado em 1865. Nosso dia a dia é uma maratona, e o nosso destino não é uma obra de ficção previamente escrita, é preciso recriá-lo em uma caminhada contínua de autossuperação.

Ser Ageless é ter a capacidade, em qualquer idade, de trocar as paralisantes “dores” de sermos espectadores, procrastinadores e amadores pelas estimulantes oportunidades de atuarmos como “aprendedores”, lutadores, inspiradores, impulsionadores e realizadores, até chegarmos a vencedores.

A vida é improvisada, não tem ensaios e nem edição. É ao vivo e a cores, um palco iluminado em que devemos ser, simultaneamente, o protagonista e o diretor.

Bem-vindo ao fascinante mundo Ageless, faça acontecer!

Publicamente, faço questão de agradecer à Exame, revista da qual sou leitor há tantos anos, por ter aberto este prestigioso espaço de conversa e reflexão, na Bússola.

*Mauro Wainstock tem 30 anos de experiência em comunicação. Foi nomeado Linkedin Top Voice e atua como mentor de executivos sobre marca profissional. É sócio do HUB 40+, consultoria empresarial focada no público acima dos 40 anos.

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