Acate e Eniac firmam ponte de inovação aberta entre universidade e mercado

Parceria irá conectar grupos de pesquisa e desenvolvimento e startups a corporates para desenvolvimento de soluções inovadoras
Objetivo é conectar corporates a startups e grupos de pesquisa e universitários do Eniac que desenvolvam soluções aplicáveis (Divulgação/Pixabay/StartupStockPhotos)
Objetivo é conectar corporates a startups e grupos de pesquisa e universitários do Eniac que desenvolvam soluções aplicáveis (Divulgação/Pixabay/StartupStockPhotos)
Por BússolaPublicado em 30/04/2022 16:24 | Última atualização em 30/04/2022 16:24Tempo de Leitura: 4 min de leitura

Atrair a academia para que atue fortemente no mercado, desenvolvendo soluções e formando talentos, pode ser considerado um dos fatores de sucesso de ecossistemas de inovação como o Vale do Silício, nos Estados Unidos. De olho na tendência, a Associação Catarinense de Tecnologia (Acate) e o Centro Universitário Eniac, de Guarulhos, lançaram parceria para conectar grupos de pesquisa e desenvolvimento da universidade e startups a grandes empresas para atender desafios de inovação. A ponte será feita por meio do Linklab, programa de inovação aberta da Acate.

O objetivo do Linklab Acate Eniac é conectar corporates, com demandas de produtos e serviços inovadores, a startups e grupos de pesquisa e universitários do Eniac que desenvolvam soluções aplicáveis. Dessa forma, gerando negócios e oportunidades para ambos os lados. A Acate, entidade com 35 anos, vencedora de dois prêmios Startup Awards, tem acesso a grandes empresas e milhares de startups, tanto no ecossistema catarinense como de parceiros. Criado em 2017, o Linklab tem hoje mais de 30 grandes empresas desenvolvendo seus programas de inovação.

O presidente da associação, Iomani Engelmann, afirma que a parceria com Eniac conecta a Academia e todo um ecossistema de inovação. De acordo com ele, um dos grandes benefícios da inovação aberta é que ambas as partes são favorecidas: as grandes empresas avançam com uma maior agilidade e os alunos têm a oportunidade de aprender, desenvolver novas soluções e entrar no mercado.

“Acreditamos que essa parceria com o Eniac representa um primeiro passo fundamental para essa conexão com a academia, tão fundamental no processo de inovação”, declara Engelmann.

Na outra ponta, o Eniac engloba cerca de dez mil alunos universitários e 15 grupos de pesquisa e desenvolvimento. Além disso, a instituição de ensino colocará em funcionamento seu Hub de Inovação, criado recentemente para unir Academia, empresas e mercado em um ecossistema que fomente soluções para as necessidades do ambiente de negócios da região de Guarulhos.

“Com o Conselho Empresarial de Guarulhos e Região (CEGru) nós já estamos ouvindo as dores que os empresários sentem no dia a dia. Agora, com o LinkLab e o nosso Hub de Inovação Eniac, vamos aproximar as startups desse setor produtivo”, diz o mantenedor do Eniac, Ruy Guérios.

O diretor de Inovação e Novos Negócios da Acate, Silvio Kotujansky, explica que inicialmente o Linklab Acate Eniac será virtual, o que permite conectar as empresas da região de Guarulhos a uma rede de inovação aberta espalhada pelo país. Porém, dependendo da adesão, no futuro é possível que se instale um hub físico no Eniac.

Etapas

Para Kotujansky, os maiores desafios no processo de inovação aberta — como a cultura interna, a falta de sincronismo entre planejamento corporativo e de inovação ou a dificuldade em se encontrar as startups certas — só são minimizados com a conexão a um ecossistema de inovação sólido e um programa maduro de inovação aberta como o LinkLab.

“Temos um ecossistema muito estruturado, uma metodologia sólida e um time capacitado e essa é a fórmula ideal para que as empresas possam inovar. A ideia é que possamos replicar essa iniciativa com outras instituições de ensino”, declara o diretor.

A jornada de inovação aberta proposta pelo LinkLab Acate Eniac obedece ao seguinte cronograma: Inscrição da empresa e reunião inicial com sua equipe de inovação; Mapeamento da Cultura de Inovação da empresa, gerando um diagnóstico e um plano de inovação; mapeamento dos desafios; prospecção de startups ou grupos de pesquisa aderentes aos desafios; rodada de pitches; escolha das startups ou definição da pesquisa e início do projeto de inovação e seu acompanhamento até o final, além de muitos eventos de trocas de boas práticas, conteúdos e aculturamento em inovação.

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