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'A reputação se prova pela consistência no longo prazo', afirma Ricardo Guerra

No RepCast, videocast da FSB Holding, o líder da operação brasileira do Wellhub conta como o foco no desempenho humano e a flexibilidade cultural transformaram o mercado de benefícios

Ricardo Guerra, executivo do Wellhub (RepCast / YouTube/Reprodução)

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Publicado em 2 de maio de 2026 às 07h00.

Criar um ambiente de trabalho que realmente mude a vida das pessoas vai muito além de oferecer um produto atrativo; demanda uma revisão completa na cultura das companhias. 

Convidado do RepCast, programa da FSB Holding focado em gestão de imagem e liderança, Ricardo Guerra — executivo com mais de nove anos de casa no Wellhub  — debateu como o cuidado com os colaboradores virou um ativo indispensável para reter talentos e consolidar o nome de uma organização no mercado.

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O RH como motor da transformação

A mudança mais drástica na trajetória da plataforma aconteceu quando a empresa parou de focar exclusivamente na atração direta do consumidor final (B2C) e entendeu que as áreas de Recursos Humanos seriam suas maiores aliadas. 

Ao transferir o foco para o modelo B2B, a oferta de atividade física ganhou escala, reduziu custos para o usuário final e provocou um impacto real nas dinâmicas de trabalho. A tática se provou certeira. Enquanto a adesão geral às academias no Brasil patina nos 5% a 6% da população, as "microculturas" das corporações parceiras do Wellhub atingem até 40% de engajamento interno.

A nova métrica de riqueza corporativa

Embora comande a gigante do setor, Guerra faz questão de afastar a visão ilusória do ambiente corporativo.

"O Wellhub não é uma empresa daquele bem-estar romântico [...] de piscina de bolinha e ping-pong. É uma empresa onde as pessoas estão lá por um propósito muito forte, que é transformar a performance humana", diz o líder, que acredita que o alto desempenho empresarial caminha de mãos dadas com a felicidade individual e o equilíbrio com a vida pessoal.

Até porque o custo de gerenciar doenças e esgotamentos mentais virou um peso insustentável para os caixas das empresas do mundo todo. Nesse cenário em transformação, a força de trabalho passou a valorizar novos ativos. 

“A nova riqueza é você ter qualidade de vida, felicidade e tempo”, pontua Guerra, reforçando que executivos e talentos hoje abrem mão do crescimento financeiro a qualquer custo em prol de mais flexibilidade e propósito.

Cultura viva e a coragem do rebranding

Outro erro comum apontado pelo líder é tratar a cultura organizacional como algo engessado. O apego ao conforto e à manutenção do status quo representa um risco grave à sobrevivência dos negócios, já que as demandas globais e as gerações se transformam o tempo todo.

Foi exatamente essa capacidade de leitura de cenário que motivou uma das decisões mais audaciosas da companhia: abandonar o consagrado nome Gympass e adotar a marca Wellhub

Apesar de ser um movimento arriscado devido ao forte carinho do público pela marca original, o reposicionamento era inegociável para refletir a nova entrega da plataforma, que hoje engloba uma jornada holística com soluções de terapia, nutrição e qualidade do sono.

O legado forjado nas decisões diárias

Chegando ao fim do bate-papo, a visão de Guerra sobre como executivos e corporações são avaliados pelo mercado recai sobre um único pilar: “consistência”. A verdadeira reputação não nasce de discursos ou campanhas isoladas, mas do alinhamento contínuo de cada atitude tomada com a missão da empresa ao longo do tempo.

O executivo destaca que os líderes de alto impacto não procuram a via mais fácil ou a aprovação imediata. Ao assumir decisões difíceis que visam o amadurecimento das equipes a médio e longo prazo, constrói-se uma relação de confiança à prova de crises, onde a coerência supera os sobressaltos diários e consolida uma imagem de credibilidade incontestável.

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