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68% dos pais querem escola que mescle digital e tradicional, diz estudo

Pesquisa realizada com 1.500 pessoas mostra que os pais aprovam a união entre recursos pedagógicos e tecnológicos no processo de aprendizagem de seus filhos
Pesquisa feita com os pais brasileiros sobre a educação de seus filhos (Click&Boo/Getty Images)
Pesquisa feita com os pais brasileiros sobre a educação de seus filhos (Click&Boo/Getty Images)
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BússolaPublicado em 30/05/2022 às 17:45.

Após o anúncio do início da pandemia do novo coronavírus, o cenário das escolas se tornou caótico. Não era possível retomar as aulas presenciais, mas não havia uma estrutura pronta para o ensino digital. A adaptação precisou acontecer o mais urgente possível. Hoje, mais de dois anos depois, ainda há um debate sobre o impacto da tecnologia no processo de aprendizado das crianças.

Apesar de muitos pais terem como referência a forma como aprenderam na infância, a maioria deles acredita que os recursos digitais podem ser ferramentas auxiliares em dimensões educativas e pessoais. Segundo levantamento do Grupo Consumoteca, empresa de pesquisa e inovação, realizado com 1.500 pessoas com filhos de até 17 anos, das classes A, B e C de todo o país,  68% dos responsáveis gostaria de aliar a educação que recebeu com o ensino de novas tecnologias.

Entre os recursos considerados os maiores aliados da educação dos filhos há um empate: 74% aprova os métodos pedagógicos como quadro de desenho, pintura, ensino e cartaz, enquanto 75% dá o aval para os meios tecnológicos como internet, gravador, celular, computador e televisão.

“A escola dos sonhos dos pais de hoje é aquela que concilia os tradicionais recursos pedagógicos com as ferramentas mais atuais do mundo digital. A expectativa é que a escola prepare estes jovens para lidar com a tecnologia de maneira produtiva e se prepare para uma vida onde ela será cada vez mais presente”, afirma Michel Alcoforado, antropólogo e sócio-fundador do Grupo Consumoteca.

A pesquisa indica que 80% deles acreditam que o meio digital auxilia no processo de aprendizagem, 50% que é benéfico para o processo de resolução de problemas e 56% que ajuda no planejamento pessoal e escolar.

“Negar o acesso à tecnologia é negar ao próprio filho a essência da sua geração e das demandas de um novo mundo”, diz Michel.

 

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