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3 perguntas de ESG para Ariel Grunkraut, do BK do Brasil

CEO da companhia fala da preocupação com a qualidade dos alimentos, da cadeia de suprimentos, do desafio das embalagens e das metas de diversidade
Ariel Grunkraut, CEO do BK do Brasil (BK Brasil/Divulgação)
Ariel Grunkraut, CEO do BK do Brasil (BK Brasil/Divulgação)
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Renato Krausz Publicado em 21/07/2022 às 20:36.

1.Quais compromissos de sustentabilidade o BK tem para todos os alimentos comercializados na rede?

Bússola: Nossos clientes estão no centro de nossas ações e hoje temos consumidores cada vez mais conscientes, que exigem mais compromisso das marcas com temas importantes como sustentabilidade e impacto ao meio ambiente. Nossa missão é ser a mais prazerosa experiência de alimentação, e isso nos faz ter cuidados especiais quanto à origem, prospecção, desenvolvimento, preparação e fornecimento dos nossos alimentos.

Os compromissos incluem cuidado com o alimento, controle de origem e destinação. Quando cuidamos do pilar de sustentabilidade Nossa Comida, estamos falando de todos os processos referentes aos insumos. Uma de nossas metas mais importantes é remover 100% dos ingredientes artificiais, como conservantes, aromas e aditivos dos nossos sanduíches até 2025. Hoje, 87% do cardápio dos nossos produtos Burger King já está livre disso.

Ainda como parte das metas, está a exigência de manter desmatamento para toda a nossa cadeia de fornecedores de proteína bovina, até 2025. Queremos que nossos clientes consumam sempre produtos frescos, de alta qualidade e preparados na hora e entendemos que isso deve começar na ponta.

Evitar o desperdício de alimentos é outro compromisso da BK do Brasil, master franqueada Burger King e Popeyes no País. Conforme dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), cerca de 1,3 bilhão de toneladas dos alimentos produzidos no mundo são desperdiçados. Para minimizar o desperdício, utilizamos tecnologia para que os sanduíches sejam preparados somente no momento em que são solicitados, conforme preferência de cada cliente. Nossa política é a “Faça do Seu Jeito”, que traz a possibilidade de customização dos lanches e contribui para a redução do desperdício alimentar em grande escala, com mais eficiência logística, operacional e financeira.

Em situações nas quais a possibilidade de desperdício é verificada, realizamos doações a instituições que se encarregam de distribuir os alimentos antes de suas datas de vencimento a milhares de pessoas que precisam de assistência alimentar no Brasil. Em 2020, no período da pandemia, foram mais de 260 toneladas de alimentos doados para ONGs e projetos que atendem pessoas em situação de vulnerabilidade social, totalizando mais de R$ 5 milhões.

Entre os demais compromissos ainda estão: adquirir 100% das embalagens de nossos produtos com certificação de origem até 2025; atingir 90% de reciclagem/compostagem do lixo dos nossos restaurantes de rua até 2025 e, por fim, reciclar 100% do óleo dos nossos restaurantes até 2021 – o que, de fato, já foi atingido.

2.E para as embalagens?

Bússola: Entre nossos pilares de sustentabilidade, Nossa Pegada trata dos impactos, diretos ou indiretos, que as atividades dos nossos restaurantes geram ao meio-ambiente. Nesse pilar, nossos compromissos possuem foco em reduzir o número de embalagens, pacotes e materiais que iriam para o lixo após o consumo.

Nesse sentido, queremos reciclar 100% do papelão dos nossos restaurantes de rua até 2023 e eliminar o fornecimento de plásticos para nossos clientes até 2025. Outra importante ação que está sendo implementada é a aquisição de 100% das embalagens de nossos produtos com certificação de origem conforme práticas sustentáveis (Rainforest FSC) nos próximos três anos.

Mesmo antes dos pilares de sustentabilidade serem divulgados pela BK do Brasil, os restaurantes já adotavam práticas para redução da quantidade de embalagens e pacotes há muitos anos. Aplicando apenas embrulhos de papel, foram reduzidas mais de 1,6 toneladas de resíduos. Também não usamos mais caixinhas de papelão para nossos combos infantis, economizando mais de 119 toneladas de papel por ano, além de adotarmos papeleiras de guardanapos, que evitam o uso de embalagens para envolvê-los, o que representam mais 220 toneladas de papel economizados todos os anos.

O uso de Isopor também foi eliminado, numa quantidade estimada de 81 toneladas ao ano, e a quantia de quase 10 milhões de canudos e tampas plásticas deixaram de ser fornecidas. Essas iniciativas minimizam muito os impactos das embalagens ao meio ambiente.

3.Qual a evolução da diversidade de gênero e de raça para a liderança nos restaurantes e nos escritórios?

Bússola: Para nós, as pessoas são essenciais para alcançar nossos objetivos e, por isso, temos um pilar de sustentabilidade voltado essencialmente para elas, que chamamos de Nossa Gente. Em relação a questões de gênero, consideramos uma vantagem competitiva a diversidade que temos estimulado com a ascensão de um número cada vez maior de mulheres às nossas posições de liderança. Temos cerca de 48% das posições gerenciais e de diretoria ocupadas por mulheres em nosso corporativo e vamos chegar a 50% nos próximos três anos. Nos restaurantes, em posição de liderança, as mulheres já representam aproximadamente 51%.

Uma consultoria global contratada este ano atestou não haver diferença salarial significativas entre os gêneros na companhia, quando lançamos uma campanha a favor da Equidade Salarial em fevereiro deste ano. Além disso, também possuímos o selo Women on Board, que reconhece as organizações que incentivam a presença de mulheres em conselhos administrativos ou consultivos, apoiado pela ONU Mulheres.

Como meta, pretendemos ainda aumentar a representatividade de grupos diversos (Pretos, PCDs, LGBTQIA+ e 50+) em nosso time corporativo até 2025.

Estamos comprometidos em evoluir nos processos de recrutamento e seleção livres de "pré-julgamento” até o ano que vem. Isso significa que buscamos cada vez mais contratar as pessoas por suas competências, criando oportunidades para todas as pessoas independente de sua cor, gênero, idade ou orientação sexual. No processo, os dados socioeconômicos e de raça/gênero somente são divulgados após a seleção dos candidatos.

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