Seis empresas entram na carteira de small caps de outubro do BTG

O maior banco de investimentos da América Latina aumentou suas recomendações na carteira de small caps de cinco para dez ativos
No mês de setembro, a carteira BTG SMLL apresentou uma performance positiva de +3,2% (Caroline Purser / The Image Bank/Getty Images)
No mês de setembro, a carteira BTG SMLL apresentou uma performance positiva de +3,2% (Caroline Purser / The Image Bank/Getty Images)
Por Juliano PassaroPublicado em 01/10/2021 17:37 | Última atualização em 01/10/2021 17:37Tempo de Leitura: 4 min de leitura

O BTG Pactual digital divulgou nesta sexta-feira, 1º, a sua carteira recomendada de small caps para o mês de outubro. A principal mudança no portfólio é o aumento de ativos, que saiu de cinco para dez ações.

Os estrategistas do banco acreditam que, ao aumentar o número de ações, oferecerão aos clientes uma diversificação maior e uma carteira mais abrangente. A única empresa que saiu da carteira, em relação às que foram recomendadas no mês de setembro, foi a Lavvi.

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Cenário macroeconômico

O aumento da inflação e a Selic em um ciclo de alta maior do que o previsto para o ano causam perspectivas econômicas mais difíceis para 2022. Além disso, uma crise global de energia está se aproximando.

"Ainda que as projeções fiscais continuem melhorando, a ausência de solução para a questão dos precatórios e a retomada das negociações sobre a possibilidade de prorrogação do pacote de auxílio emergencial por mais alguns meses continuam pesando na percepção de risco do mercado. O principal desafio do governo continua sendo conduzir a discussão para minimizar os danos à credibilidade do teto de gastos", informam os analistas do BTG em relatório.

Recomendações de small caps

Veja, a seguir, quais são as seis empresas a compor o portfólio e a tese do BTG para as novas integrantes da carteira de small caps:

Desktop (DESK3)

A Desktop é um provedor líder de serviços de Internet (ISP) em São Paulo e, aos olhos do banco, está se movendo rapidamente. “Desde que o fundo de private equity H.I.G se tornou o acionista controlador em 20 de fevereiro, ele fez movimentos grandes e ousados ao comprar operações grandes e de qualidade que combinam perfeitamente com as suas. Talvez o mais interessante é que vemos outras oportunidades em ISPs de médio porte (50.000 a 100.000 clientes) para que a

Desktop busque a curto prazo”, destacam os analistas em relatório.

Sinqia (SQIA3)

Em setembro, a Sinqia captou 400 milhões de reais e renovou sua capacidade para realizar novas fusões e aquisições. Com isso, a atratividade da companhia aumentou.

"Com a ação sendo negociada em 15x EV/Ebitda 2022E (vs. mediana de 23x dos pares globais), vemos um valuation atraente vs. empresas globais de software focadas na vertical financeira, com a vantagem de que a Sinqia deveria superar essas empresas", informam.

ClearSale (CSLA3)

A ClearSale é o principal fornecedor de proteção contra fraude em e-commerce no Brasil, com mais de 4.500 clientes. Ela é utilizada por varejistas que gerenciam suas próprias operações de e-commerce, como a Centauro e a Renner, além de grandes marketplaces como Magazine Luiza e Via Varejo.

"A ClearSale está negociando a 6,2x EV/Vendas para 2022E, um grande desconto para seu par mais óbvio, a empresa israelense antifraude Riskified (14x EV/Vendas em 2022E)", explicam os analistas do BTG Pactual.

3tentos (TTEN3)

A 3tentos é uma plataforma integrada de varejo de insumos agrícolas, comercialização e processamento de soja em farelo e óleo/biodiesel. Segundo os analistas do BTG Pactual, a empresa é capaz de agregar valor incomparável aos seus clientes, prestando não apenas serviços para que os agricultores possam cultivar suas terras de forma mais eficiente, mas também a conveniência de ser seu principal comprador após a conclusão da colheita.

“Este modelo de negócios integrado é exclusivo para esta indústria. Embora ainda exposta à volatilidade dos preços das commodities, a integração vertical e diversificação da 3tentos têm historicamente proporcionado ganhos significativos e resiliência de margem”, salientam.

Grupo Soma (SOMA3)

O Grupo Soma é visto pelo BTG Pactual como uma boa alternativa de investimento por ter um portfólio forte e diversificado de nove marcas no ainda pouco penetrado mercado de vestuário no Brasil, além de ter devolvido uma plataforma omnichannel nos últimos dez anos, usando parcialmente tecnologia proprietária feita no Soma Labs e um grande espaço para fusões e aquisições.

CBA (CBAV3)

O BTG Pactual enxerga a CBA como uma das principais beneficiárias das tendências globais de descarbonização sob cobertura do banco, tanto de curto quanto de longo prazo.

“A CBA se diferencia por utilizar 100% de fontes renováveis de energia em seu processo produtivo (com baixo nível na curva de emissões globais) — pronta para capitalizar a futura tendência de descarbonização globalmente. Este é um dos temas de investimento mais interessantes sob nossa cobertura, com uma indústria se reestruturando, após anos de excesso de oferta e baixos retornos para uma situação estruturalmente muito mais saudável”, informa o banco.

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