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Zema diz que foi notificado pela Justiça após ação movida por Gilmar Mendes

Segundo a campanha do ex-governador, a notificação ocorre por conta de um processo de calúnia pedido pela Procuradoria Geral da República

Zema:  (Rodrigo Meneghello / Comunitas/Divulgação)

Zema: (Rodrigo Meneghello / Comunitas/Divulgação)

André Martins
André Martins

Repórter de Brasil e Economia

Publicado em 1 de junho de 2026 às 12h16.

O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à presidência da República, Romeu Zema, afirmou nesta segunda-feira, 1º, que foi notificado pela Justiça Federal em decorrência de uma ação movida pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

“Parece que ele (Gilmar Mendes) não gostou quando eu falei que ele pega carona em jatinho de banqueiro bandido, quando eu falei que outros ministros do Supremo fizeram contratos com esse banqueiro bandido. Acho que todo brasileiro sabe disso”, disse Zema em vídeo publicado nas redes sociais.

Segundo a campanha, a notificação ocorre por conta de um processo de calúnia pedido pela Procuradoria Geral da República.

“Se queriam me calar, não vão. Vou continuar mostrando todos esses absurdos que têm acontecido no Brasil. É muita autoridade, é muito político vendido se aproximando de bandido para poder enriquecer. Não podemos tolerar isso”, disse.

O mineiro não detalhou o conteúdo da notificação, mas afirmou que aguarda a tramitação do caso e espera que a "Justiça prevaleça". O ex-governador disse que não mudará a sua estratégia e continuará a divulgar fatos sobre a relação entre autoridades e políticos.

Em abril, Gilmar Mendes encaminhou uma notícia-crime ao ministro Alexandre de Moraes, solicitando a investigação de Zema no âmbito do inquérito das fake news.

O embate entre Zema e o STF se intensificou após um vídeo publicado pelo ex-governador, no qual ele criticou a decisão de Alexandre de Moraes que anulou a medida da CPI do Crime Organizado sobre a quebra de sigilos de uma empresa ligada à família do ministro Dias Toffoli.

O pré-candidato divulga vídeos de marionetes que representam atores políticos, como os magistrados do STF, com críticas a supostos casos de corrupção e privilégios envolvendo o caso do Banco Master. A série foi batizada de "Os Intocáveis".

Gilmar afirmou no pedido que o conteúdo “vilipendia não apenas a honra e a imagem" do Supremo Tribunal Federal, como também da sua própria pessoa.

Zema, que disse que, se for eleito, irá reformar o STF, cresceu nas redes com a repercussão do caso.  O confronto gerou em poucos dias mais de 4 milhões de interações em suas redes sociais.

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