São Paulo: chuva provocou transtornos na capital paulista e deixou moradores de diferentes regiões em alerta (Paulo Pinto/Agência Brasil)
Repórter
Publicado em 13 de setembro de 2026 às 08h35.
O domingo, 13, em São Paulo deve ser marcado, novamente, por chuva e temperaturas baixas após um sábado com alagamentos, problemas no trânsito e ocorrências em diferentes pontos da capital e da região metropolitana.
Segundo a previsão do Climatempo, a chuva deve persistir ao longo de todo o dia e também durante a noite. A temperatura deve variar entre 14ºC e 16ºC.
O temporal registrado no sábado, 12, provocou alagamentos em diversas áreas da cidade.
No Mirante de Santana, na Zona Norte, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) registrou 75,4 milímetros de chuva em 24 horas, o maior volume acumulado no país no período, segundo a Defesa Civil.
O volume de água também afetou a circulação de veículos na capital paulista.
Na Marginal Tietê, alagamentos bloquearam as pistas sob as pontes das Bandeiras, Casa Verde e Freguesia do Ó, no sentido da Rodovia Castello Branco.
Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), o congestionamento chegou a 564 quilômetros às 13h30, o segundo maior índice da semana, atrás apenas do registrado na quinta-feira.
Durante a tarde, parte das vias foi liberada, mas a pista central permanecia interditada e a pista expressa, próxima ao Rio Tietê, seguia com tráfego lento.
Na Rodovia Régis Bittencourt, na altura de Itapecerica da Serra, também houve pontos de alagamento no sentido da capital. Motoristas chegaram a trafegar na contramão para tentar atravessar a área.
Na Zona Leste de São Paulo, moradores do Jardim Pantanal voltaram a enfrentar ruas e casas alagadas após a chuva.
A água invadiu cômodos como quartos, cozinhas e salas. Moradores retiraram móveis e objetos para tentar reduzir os prejuízos.
Durante a enchente, bombeiros resgataram um homem acamado e o levaram para uma área segura, segundo o g1.
A região tem cerca de 45 mil moradores e fica dentro do Jardim Helena, em uma área de várzea próxima ao Rio Tietê, que se estende por nove bairros da Zona Leste, na divisa com Guarulhos.
O local deveria ser uma Área de Proteção Ambiental (APA), onde construções de casas e ruas são proibidas. No entanto, a ocupação irregular transformou a área em um bairro com diversas famílias e comunidades.
Outras cidades da região metropolitana também registraram ocorrências relacionadas ao temporal.
Em Cotia, o centro de treinamento das categorias de base do São Paulo Futebol Clube ficou alagado. Uma partida do time Sub-15 foi interrompida no intervalo, enquanto os jogos das categorias Sub-17 e Sub-20 foram adiados.
Em Juquitiba, alagamentos e deslizamentos atingiram diferentes bairros. Segundo a prefeitura, 60 casas foram interditadas e 50 pessoas ficaram desalojadas. Um abrigo provisório foi criado para receber os moradores.
Em Santo André, houve registros de quedas de árvores e desabamentos, sem vítimas graves.
O governo do estado anunciou apoio aos municípios afetados pelas chuvas.
Segundo a Defesa Civil estadual, São Paulo vive um dos meses de setembro mais chuvosos desde 1943.
Na capital, o acumulado de chuva do mês já está entre os maiores da série histórica, apesar de setembro ainda estar na primeira metade.
A sequência de chuvas também mantém as temperaturas mais baixas na cidade.
A Defesa Civil atribui o período chuvoso à atuação mais frequente de frentes frias sobre o estado, em um cenário associado ao El Niño.
Em 1983 e 1993, anos que também tiveram episódios de El Niño forte, São Paulo registrou setembros com altos volumes de chuva.
A orientação é que moradores acompanhem os alertas da Defesa Civil e evitem áreas sujeitas a alagamentos durante períodos de chuva intensa.