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União Brasil expulsa ministro do Turismo por manter cargo no governo Lula

A executiva nacional decidiu expulsar Celso Sabino por desrespeitar uma ordem do partido e permanecer no ministério

 (Diego Campos/Secom/PR/Divulgação)

(Diego Campos/Secom/PR/Divulgação)

Publicado em 8 de dezembro de 2025 às 17h01.

O União Brasil decidiu nesta segunda-feira, 8, expulsar do partido o ministro do Turismo, Celso Sabino.

A decisão foi tomada pela executiva nacional da legenda, em votação secreta, com 24 votos favoráveis à expulsão. Os dirigentes entenderam que Sabino cometeu infidelidade partidária ao desrespeitar a ordem para deixar o governo e permanecer no ministério contra a vontade da cúpula.

Em rota de colisão com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o União Brasil havia determinado que seus filiados deixassem cargos na gestão federal até 19 de setembro. À época, o partido informou que o descumprimento da orientação seria tratado como infração disciplinar.

Histórico de Sabino no União Brasil

Deputado federal licenciado pelo Pará, Sabino chegou a anunciar que deixaria o ministério e entregou uma carta de demissão a Lula. Dias depois, recuou. Tentou negociar sua permanência tanto no governo quanto no União Brasil, mas sem sucesso.

Em outubro, de olho em eventual ganho eleitoral com a COP30, em Belém (PA), decidiu permanecer no comando do Turismo. O impasse aprofundou o desgaste com a direção partidária. Ainda em outubro, Sabino foi afastado das decisões administrativas da sigla e perdeu o comando do diretório estadual do Pará.

Sabino estava filiado ao partido desde 2021, passou por órgãos de comando da legenda, chefiou o diretório paraense e integrou a executiva nacional. Foi eleito deputado federal em 2022 e se afastou do mandato para assumir o ministério, com anuência da bancada da sigla na Câmara.

Segundo a jurisprudência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por ter sido expulso, Sabino não perde o mandato parlamentar e poderá se filiar a outra legenda.

O ministro também indicou que deve permanecer à frente do Turismo até o prazo de desincompatibilização, em abril do próximo ano, quando ocupantes de cargos públicos precisam deixar as funções para disputar as eleições.

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