Eleições 2026: Pesquisas medirão decisão do eleitorado brasileiro (Antonio Augusto/TSE/Divulgação)
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Publicado em 14 de julho de 2026 às 16h55.
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, anunciou nesta terça-feira, 14, uma proposta para criar um selo de reconhecimento destinado aos institutos de pesquisa eleitoral cujas estimativas apresentarem maior semelhança com os resultados oficiais das urnas.
Batizada provisoriamente de "Selo Acurácia Eleitoral", a iniciativa foi apresentada durante uma reunião entre o presidente da Corte e representantes de 16 empresas de pesquisa.
Segundo o ministro, o objetivo é incentivar boas práticas, aprimorar a qualidade técnica dos levantamentos e ampliar a confiança da sociedade nas pesquisas eleitorais.
A proposta faz parte de um conjunto de medidas discutidas pelo TSE para fortalecer o diálogo institucional com os institutos às vésperas das eleições gerais de 2026.
Empresas que participaram da reunião e conversaram com a Exame sob reserva, afirmaram que a medida é positiva, contanto que seja bem desenhada.
Durante a abertura da reunião, Nunes Marques afirmou que o encontro não teve como finalidade discutir resultados de pesquisas específicas nem interferir na autonomia técnica das empresas. Destacou que as pesquisas desempenham um papel relevante no processo democrático ao retratarem as percepções do eleitorado e contribuírem para o debate público.
A principal novidade anunciada foi a criação da premiação. Até a próxima sexta-feira, 17, os institutos poderão sugerir alterações tanto na denominação quanto nos critérios que serão utilizados para definir os vencedores da premiação.
As sugestões poderão abordar temas como metodologias de levantamento, utilização de recursos audiovisuais, impulsionamento de conteúdo, formas de financiamento e outros aspectos relacionados à divulgação das pesquisas.
O presidente do Tribunal, porém, enfatizou que nenhuma contribuição será incorporada automaticamente. Conforme explicou, qualquer alteração nas regras seguirá o processo normativo da Justiça Eleitoral e dependerá de deliberação do Plenário do TSE.
Segundo o ministro, a ideia é que os Tribunais Regionais Eleitorais também passem a adotar iniciativa semelhante em seus respectivos estados.