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Tragédia no Paraná: risco de queda de rodovia dificulta busca por vítimas de desmoronamento

Até a manhã desta quarta-feira, 30, tinham sido confirmadas duas mortes; seis pessoas foram resgatadas com vida

Deslizamento mata ao menos duas pessoas no Paraná. (CBMSC/Divulgação)

Deslizamento mata ao menos duas pessoas no Paraná. (CBMSC/Divulgação)

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Estadão Conteúdo

30 de novembro de 2022, 12h07

O tempo instável e o risco de novos desmoronamentos dificultam a busca por sobreviventes no deslizamento que interditou completamente a BR-376, em Guaratuba, no Paraná. Choveu durante a noite, obrigando a paralisação dos trabalhos. A Defesa Civil informou que ao menos 15 carros e seis caminhões podem estar sob a avalanche. Ainda não se sabe o número de desaparecidos. Até a manhã desta quarta-feira, 30, tinham sido confirmadas duas mortes. Seis pessoas foram resgatadas com vida.

As buscas foram retomadas na manhã desta quarta-feira mas estão limitadas a um perímetro mais seguro, na borda do deslizamento, segundo a Defesa Civil. O solo instável pode resultar em novos escorregamentos de terra.

Conforme o coordenador da Defesa Civil do Paraná, Fernando Schunig, o grande volume de terra molhada depositado sobre um trecho suspenso da pista pode levar ao rompimento da estrutura e à queda da rodovia.

Com a interrupção da principal rota rodoviária entre a capital paranaense, Curitiba, e Florianópolis, capital de Santa Catarina o tráfego está sendo desviado por rodovias do interior, já que os acessos pelo litoral também estão comprometidos.

As chuvas que atingem o Paraná também castigam Santa Catarina. A cidade de Joinville, a mais populosa do Estado catarinense, tem mais de 150 desabrigados e decretou situação de emergência.