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Torcedores do Corinthians dispersam protesto na Marginal Tietê

Em vídeos que circulam nas redes sociais, os torcedores entoam gritos de "democracia" e também apoio a Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

Protestos contra o PT em todo o Brasil (Agência Estado/Exame)

Protestos contra o PT em todo o Brasil (Agência Estado/Exame)

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Carlo Cauti

Publicado em 2 de novembro de 2022, 11h07.

Um grupo de torcedores do Corinthians teria dispersado uma manifestação na Marginal Tietê, em São Paulo, na noite da última terça-feira, 1. Em vídeos que circulam nas redes sociais, os torcedores entoam gritos de "democracia" e também apoio a Luiz Inácio Lula da Silva (PT), eleito presidente da República, no domingo, 30.

As imagens mostram carros se movimentando na via enquanto os torcedores soltam rojões e gritam "vai" e "democracia". A avenida é uma das principais vias expressas da capital, pois liga as regiões oeste, norte, central e leste.

O manifestantes contrários ao ex-presidente Lula protagonizam bloqueios em rodovias e estradas brasileiras em vários Estados desde o domingo, quando foi confirmada a derrota do atual presidente, Jair Bolsonaro, nas urnas. O movimento pede por novas eleições.

Torcidas organizadas de futebol se manifestam e exigem estradas livres para seus comboios a outras cidades e Estados. Com a rodada do meio de semana do Campeonato Brasileiro, ônibus e caravanas começam a se deslocar pelas estradas nacionais em direção aos estádios mandantes.

Nas redes sociais, duas torcidas agiram contra os bloqueios com mais ímpeto: a Império Alviverde, do Coritiba, e a Galoucura, do Atlético-MG, com os times com compromissos fora de casa neste meio de semana, em São Paulo e no Rio Grande do Sul, respectivamente.

Justiça Federal autoriza desocupação de rodoviais federais em seis estados

A Justiça Federal autorizou ainda na segunda-feira, 31, a desocupação das rodovias federais em pelo menos seis Estados. As decisões também proíbem novas interdições.

Os pedidos para acabar com os protestos foram feitos pela Advocacia-Geral da União (AGU), Ministério Público Federal (MPF) Agência Nacional dos Transportes Terrestres (ANTT) e por concessionárias que administram as rodovias.

Na terça, governadores passaram a empregar a força militar para desfazer os bloqueios. Em São Paulo, Rodrigo Garcia (PSDB) enviou o Batalhão de Choque para confrontar os manifestantes na Castello Branco, que liga a capital paulista com o interior, incluindo a grande São Paulo, como Barueri e Osasco.

Quase dois dias após o pleito, Bolsonaro pediu aos manifestantes que não usem "os métodos da esquerda", que, segundo ele, seriam violentos.

"As manifestações pacíficas sempre serão bem-vindas, mas os nossos métodos não podem ser os da esquerda, que sempre prejudicaram a população, como invasão de propriedades, destruição de patrimônio e cerceamento do direito de ir e vir", declarou o Presidente da República.

Sem mencionar o rival ou reconhecer explicitamente a derrota, o atual chefe do Executivo disse que manifestações pacíficas são "bem-vindas" e justificou os atos mencionando que os manifestantes estariam indignados com a "injustiça" do processo eleitoral.

Apoiadores do presidente, porém, reproduzem nas redes um trecho do discurso do chefe do Executivo para defender a continuidade dos protestos que fecham rodovias pelo Brasil.

No pronunciamento, Bolsonaro afirmou que "nossos sonhos seguem mais vivos do que nunca".

O feriado de 2 de novembro começou com ao menos 167 pontos de bloqueios e interdições nas rodovias federais do País, segundo informe divulgado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) por volta das 6 horas desta quarta-feira.

Ainda há ocorrências no Acre, Amazonas, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Pernambuco, Paraná, Rondônia, Roraima, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins. O total de manifestações desfeitas pela corporação chegou a 563.

Com Estadão Conteudo