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65% acham que responsabilidade por testes de covid-19 é do governo federal

Nova rodada da pesquisa EXAME/IDEIA aponta também que 50% dos brasileiros consideram que o governo Bolsonaro levou a atraso na vacinação infantil
Teste contra o coronavírus em Brasília: maioria da população acha que o acesso aos testes é responsabilidade do governo federal, mais do que de governos estaduais (Agência Brasil/Marcelo Camargo)
Teste contra o coronavírus em Brasília: maioria da população acha que o acesso aos testes é responsabilidade do governo federal, mais do que de governos estaduais (Agência Brasil/Marcelo Camargo)
Por Carolina RiveiraPublicado em 28/01/2022 09:00 | Última atualização em 28/01/2022 11:33Tempo de Leitura: 6 min de leitura

As filas para conseguir um teste de covid-19 nas últimas semanas não mentem: o Brasil, dois anos após o começo da pandemia, está longe da capacidade de testagem ideal, seja na rede pública ou privada.

Para a maioria dos brasileiros, melhorar este cenário é função do governo federal. É o que mostra nova pesquisa EXAME/IDEIA, um projeto que une EXAME e o IDEIA, instituto de pesquisa especializado em opinião pública, e realizada entre os dias 24 e 26 de janeiro. Veja o relatório completo.

Perguntados sobre de quem seria a responsabilidade para que a população tenha acesso aos testes de covid-19, 65% dos brasileiros responderam que a função é do governo federal. Outros 17% apontaram os governos estaduais e 12%, as prefeituras. Somente 4% acreditam que a responsabilidade é dos próprios cidadãos (veja no gráfico abaixo).

"Todas as pessoas, de alta ou baixa escolaridade, por exemplo, acham que o governo federal é responsável pela compra de testes. O sentimento de que deve ser do próprio cidadão é muito baixo", diz Mauricio Moura, fundador do IDEIA.

(EXAME/IDEIA/Arte/Exame)

A sondagem ouviu 1.252 pessoas, em entrevistas feitas por telefone, com ligações tanto para fixos residenciais quanto para celulares. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.

Já em relação à vacinação de crianças, que começou neste mês, metade da população (50%) avalia que o governo do presidente Jair Bolsonaro "não deu prioridade à vacinação infantil do coronavírus, levando mais tempo para disponibilizar a vacina". A fatia é superior aos 20% que discordam da afirmação.

(EXAME/IDEIA/Arte/Exame)

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) liberou a vacina da Pfizer para crianças entre 5 e 11 anos em 16 de dezembro, mas a vacinação começou em 14 de janeiro, após semanas de discussão sobre incluir ou não as crianças no Plano Nacional de Imunização.

"O Nordeste é o que mais concorda que o governo federal não deu prioridade à vacinação infantil. É justamente nesta região onde o presidente Jair Bolsonaro tem dificuldade em atrair eleitores, quando fazemos pesquisa se intenção de voto", lembra Moura. 

Brasileiros apoiam autotestes

Ainda na frente da covid-19, a pesquisa também mostrou que os brasileiros apoiam o formato de autoteste, em que o usuário pode comprar o teste e fazê-lo sozinho, em casa. A opção tem sido usada sobretudo na Europa, e ganhou força nos últimos meses nos Estados Unidos.

Um total de 67% dos brasileiros afirmou que compraria um autoteste nas farmácias se o produto fosse oferecido. A Anvisa liberou, nesta sexta-feira, 28, a venda do produto no país. Agora, as empresas podem pedir o registro junto à agência.

A fatia que compraria autotestes é ainda maior entre os com Ensino Superior (77%) e renda superior a 5 salários mínimos (79%). Mas mesmo entre quem ganha até 1 salário mínimo, a taxa foi de 60%.

"A pesquisa chama a atenção pelo alto grau de pessoas que estão dispostas a pagar por um autoteste de covid-19. Mesmo as pessoas que ganham menos, até um salário mínimo, têm interesse. Isso significa que a covid-19 está muito presente ainda na vida das pessoas para ter esta demanda tão grande", diz Moura, do IDEIA.

Perguntados sobre quanto estariam dispostos a pagar por um autoteste, 60% responderam até 50 reais, e 30%, entre 50 e 100 reais. Atualmente, os testes rápidos de antígeno (mesmo produto que seria oferecido via autoteste) são feitos em farmácias e laboratórios a um custo que gira entre 100 e 150 reais.

Com os autotestes, a tendência é que o valor abaixe, mas, como a EXAME apurou, a depender de como se construir a demanda e as políticas do Ministério da Saúde para tal, o preço para consumidor ainda pode ficar acima dos 50 reais - uma vez que boa parte dos insumos são importados. O plano do governo federal, por ora, não contempla distribuição gratuita de autotestes na rede pública.

(Dados compilados pelo Our World In Data./Exame)

A discussão sobre testagem ganha força em meio à nova onda de covid-19 gerada pela variante Ômicron, que tem feito o número de casos explodir no Brasil e no mundo. Agendamentos de testes rápidos têm sido difíceis de encontrar no curto prazo em farmácias e laboratórios privados devido à alta demanda.

Antes de aprovar os autotestes, a Anvisa cobrou o Ministério da Saúde sobre um plano de testagem e uma forma para que os pacientes notifiquem que o teste feito em casa teve resultado positivo.

Para atores do setor privado e especialistas em saúde ouvidos neste mês pela EXAME, o relativo atraso do Brasil na discussão dos autotestes veio, em parte, pela falta de priorização do Ministério da Saúde em relação ao tema. No setor privado, associações de farmácias e fabricantes de testes veem com bons olhos uma possível liberação pela Anvisa.

No exterior, países sul-americanos também vêm liberando o formato recentemente diante da nova onda de covid-19. Os Estados Unidos, onde a taxa de testagem ainda é muito inferior à da Europa, passou a ver o tema como prioridade neste ano em meio à alta de casos, incluindo com a distribuição de testes gratuitos.

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