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Prefeitura de SP mantém uso obrigatório de máscara em locais públicos

Em entrevista exclusiva à EXAME há duas semanas, o prefeito Ricardo Nunes (MDB) disse que aguardava parecer técnico da Secretaria da Saúde para tomar uma decisão

 (Amanda Perobelli/Reuters)

(Amanda Perobelli/Reuters)

Por André Martins, Gilson Garrett Jr

10 de novembro de 2021, 12h57

A prefeitura de São Paulo decidiu, nesta quarta-feira, 10, manter o uso obrigatório de máscaras na cidade em locais públicos. Segundo a administração municipal, uma nova avaliação para liberação deve ocorrer no início de dezembro, acompanhando planejamento do governo estadual.

A expectativa da prefeitura é que a liberação ocorra a partir de dezembro, desde que a cidade esteja com 95% da população acima de 12 anos vacinada com as duas doses. No último balanço divulgado, na terça-feira, 9, a cidade tem 100% da população adulta com pelo menos a primeira dose de vacina, e mais de 72% das pessoas com o esquema vacinal completo.

Os indicadores apresentados pela secretária municipal estão adequados, para novas internações e vagas em UTI, e nível moderado para vacinação e letalidade de SRAG por covid-19. "Devemos fazer uma nova avaliação no início do mês de dezembro com os indicadores", disse Edson Aparecido dos Santos, secretário de saúde da cidade. Segundo Aparecido, os estudos são para flexibilizar somente o uso de máscaras em ambientes abertos.

Em entrevista exclusiva à EXAME há duas semanas, o prefeito Ricardo Nunes (MDB) disse que aguardava este parecer técnico da Secretaria da Saúde para tomar uma decisão. "O que eles me trouxerem, eu vou decidir, independentemente de popularidade. Não vou tomar atitude para agradar, mas para preservar as pessoas”, disse ele na ocasião.

Desde o fim de outubro, a cidade publicou um decreto em que revogou as recomendações de restrição de público, de distanciamento e de horário de abertura para estabelecimentos públicos e privados na capital paulista. Apesar disso, o comprovante de vacinação é exigido para entrar em espaços públicos, como a prefeitura, e em eventos acima de 500 pessoas.

A segunda maior cidade do país, o Rio de Janeiro, liberou o uso obrigatório de máscara no dia 28 de outubro. A medida é válida apenas para áreas abertas.

Estado não registrou mortes na segunda-feira

Pela primeira vez desde o início da pandemia de covid-19, o estado de São Paulo não registrou mortes causadas pela doença no período de um dia. De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde, na segunda-feira, 8, não tiveram vítimas do coronavírus.

Vale lembrar que às segundas-feiras muitos dados ficam represados, mas a tendência já era de queda desde que a vacinação começou. A taxa de ocupação dos leitos de UTI no estado hoje é de 24,2% e na Grande São Paulo é de 30,9%.

SP planeja festa de réveillon e carnaval

Neste contexto de mais pessoas vacinadas, o prefeito Ricardo Nunes (MDB) disse em entrevista à EXAME há duas semanas que não há elementos para barrar a festa de réveillon na Avenida Paulista ou o carnaval de 2022.

“A vacina mudou o contexto da pandemia na cidade de São Paulo e está salvando a economia. Dentro do quadro que temos hoje, não teria motivos para não ter o réveillon e o carnaval em São Paulo. Estamos caminhando a cada dia que passa para números mais confortáveis”, disse Ricardo Nunes.

A prefeitura de São Paulo já começou os preparativos para a realização do carnaval de rua em 2022, mas a realização ainda depende da avaliação da Secretaria da Saúde e da Vigilância Sanitária. A previsão é ter mais de 500 blocos e uma movimentação de 15 milhões de pessoas.

A venda de ingressos para o desfile das escolas de samba começou no último dia 20 de outubro. Na segunda-feira, 8, a Ambev fechou o patrocínio do carnaval de São Paulo, no valor de 23 milhões de reais.

Pela primeira vez, a cidade fez um modelo matemático para ter uma estimativa de público, baseado na quantidade de pessoas por metro quadrado. Isso ajuda a estabelecer uma série de regras e planejamento, que ainda estão em fase de definição. Há uma tendência para que tenha controle de acesso. O mesmo deve ocorrer com o réveillon na Avenida Paulista, que costuma reunir cerca de 2 milhões de pessoas.