SP adia para próxima semana debate do mínimo regional

A decisão foi tomada após encontro com dirigentes das entidades sindicais paulistas na manhã de hoje

São Paulo - O secretário de Emprego e Relações do Trabalho do Estado de São Paulo, Davi Zaia, adiou para a próxima quarta-feira a apresentação às centrais sindicais da proposta do governo para o salário mínimo regional. Em encontro com dirigentes das entidades, na manhã de hoje, o secretário preferiu aguardar a reunião dos sindicalistas com o governo federal antes de negociar o piso regional.

O encontro para a definição do salário nacional, que estava marcado para hoje, foi transferido para sexta-feira. A legislação federal determina que o mínimo regional seja superior ao vencimento nacional, hoje em R$ 510. O piso em São Paulo tem três diferentes patamares (R$ 560, R$ 570 e R$ 580), dependendo da ocupação do trabalhador.

Na reunião de hoje, Zaia disse, de acordo com dirigentes sindicais, que as três faixas devem ter um reajuste que leve em conta o Produto Interno Bruto (PIB) de 2009 em São Paulo e a inflação acumulada em 2010, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que ficou em 6,47%. O PIB de São Paulo ainda não foi divulgado, mas deve se aproximar do nacional que registrou uma queda de 0,2%. Essa alternativa frustrou as expectativas das entidades, que esperavam um reajuste superior a 7,14%, o que elevaria a menor faixa do mínimo, hoje em R$ 560, para uma quantia acima de R$ 600. Em janeiro, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), havia garantido, em entrevista, que o mínimo regional seria superior à inflação acumulada de 2010.

Com base em dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), as entidades pediram hoje uma mudança nos critérios do cálculo. Querem que o governo estadual leve em conta a variação do PIB do ano passado, e não o de 2009, que é usado para o cálculo do mínimo nacional. Segundo as centrais, a economia paulista cresceu cerca de 8% em 2010, acima da expectativa do PIB nacional que, segundo o governo, ficará próximo de 7,5%.

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