'Se o conselho for bom, eu sigo', diz Lula sobre carta de alerta fiscal de economistas

Presidente eleito afirmou que ninguém deve gastar o que não tem, mas, se precisar fazer alguma dívida para investir, que isso seja feito de forma responsável
Lula: presidente eleito itou a melhora de indicadores econômicos como emprego e inflação ao fim do seu governo e destacou que o país tinha acumulado reserva cambial bilionária e tinha pago a dívida com o FMI (CARLOS COSTA/AFP/Getty Images)
Lula: presidente eleito itou a melhora de indicadores econômicos como emprego e inflação ao fim do seu governo e destacou que o país tinha acumulado reserva cambial bilionária e tinha pago a dívida com o FMI (CARLOS COSTA/AFP/Getty Images)
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Agência O Globo

Publicado em 18/11/2022 às 19:45.

Última atualização em 18/11/2022 às 20:07.

O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva afirmou hoje, após encontro com o primeiro ministro de Portugal, Antonio Costa, que ainda não leu a carta enviada pelos economistas Arminio Fraga, ex-presidente do Banco Central, Pedro Malan, ex-ministro da Fazenda, e Edmar Bacha, ex-presidente do BNDES, que apoiaram sua candidatura no segundo turno e fizeram um alerta para o papel da responsabilidade fiscal.

Lula disse ter sido informado por companheiros que havia uma carta alertando sobre problemas econômicos e o aconselhando.

- Se o conselho for bom, eu sigo - afirmou.

Lula citou a melhora de indicadores econômicos como emprego e inflação ao fim do seu governo e destacou que o país tinha acumulado reserva cambial bilionária e tinha pago a dívida com o FMI.

- Ninguém tem autoridade para falar em política fiscal comigo. Fui o único país do G20 que fez superávit primário ‑ afirmou.

Lula afirmou que aprendeu política fiscal em casa e que ninguém deve gastar o que não tem, mas, se precisar fazer alguma dívida para investir, que isso seja feito de forma responsável.

- Vou voltar a ser responsável do ponto de vista fiscal sem precisar atender tudo que o sistema financeiro quer - afirmou.

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