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São Paulo deve atingir 11 mil mortes por covid-19 até o fim de maio

Centro de Contingência do Coronavírus também estimou que estado chegará a 90 mil casos até o final do mês; São Paulo já registra 70% de ocupação nas UTIs

O Estado de São Paulo deve registrar um total de 9 mil a 11 mil mortos pelo coronavírus até o dia 31 de maio, quando o número de casos em solo paulista deverá estar entre 90 mil e 100 mil, disse nesta sexta-feira (8) o coordenador interino do Centro de Contingência do Coronavírus de São Paulo, Dimas Covas.

"Isso considerando 55% de afastamento social. Se isso for menor, obviamente que esses números serão piores", disse Covas, que assumiu a coordenação do centro devido ao pedido de licença do infectologista David Uip, que se recupera de problemas de saúde que surgiram depois de ele ter contraído e se recuperado da Covid-19, em entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista.

Pouco antes, na mesma coletiva, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), anunciou a prorrogação da quarentena no Estado até o dia 31 de maio, descartando a possibilidade que havia anunciado no mês passado de reabrir gradativamente setores da economia afetados pelas medidas de combate ao vírus a partir do dia 11.

De acordo com número da Secretaria de Saúde do Estado, São Paulo tem atualmente 41.830 casos confirmados de covid-19, com 3.416 mortes.

A taxa de ocupação dos leitos de unidade de terapia intensiva em todo o Estado está em 70%, enquanto na região metropolitana da capital paulista, o índice está em 89,6%.

A adesão ao isolamento social no Estado tem estado abaixo e 50% em dias de semana no Estado.

Reunião com Teich

Doria afirmou nesta sexta-feira que teve recentemente uma reunião virtual com o ministro da Saúde, Nelson Teich, sobre o enfrentamento do novo coronavírus no Estado em que solicitou formalmente ajuda financeira, leitos de unidades de terapia intensiva (UTIs), equipamentos de proteção individual (EPIs) e respiradores, mas ainda não obteve resposta do governo federal.

"Nossas demandas ficaram claras. Aliás, demandas que outros Estados também formalizaram ao novo ministro. Mas quero lembrar a todos, em especial ao Ministério da Saúde e ao seu novo titular, que o epicentro desta pandemia é São Paulo", pontuou o governador em entrevista coletiva. "Não é uma questão política. É uma questão de saúde pública e de vida."

Doria também fez questão de "registrar respeitosamente" a Teich e ao governo federal que, se as solicitações não forem atendidas o Palácio dos Bandeirantes "saberá adotar as medidas que forem necessárias". "Espero que isso não aconteça e que o ministro seja republicano e cumpra o seu compromisso com São Paulo."

Ainda sobre esse assunto, o secretário de Saúde do Estado, José Henrique Germann, disse que se trata de um pedido antigo, reiterado na reunião de que também participou Doria, mas relatou ter enviado ofícios ontem e hoje a Teich para saber qual será a solução para o fracasso da compra de uma leva de respiradores manejada pelo governo federal.

Já em relação à aquisição de respiradores pelo próprio governo paulista - um lote destinado ao Estado ficou retido em um posto de alfândega na China -, Doria afirmou que a sua gestão está dialogando com o país asiático e que foi estabelecido um novo cronograma para a entrega dos materiais. "Não será na velocidade que desejávamos, mas uma parte considerável chegará até 30 de maio e uma segunda etapa virá no mês de junho."

Ele disse ter autorizado o vice-governador e secretário de Governo, Rodrigo Garcia (DEM), a "buscar outras fontes", desde que com autorização do Ministério da Saúde. Segundo Doria, ainda na gestão de Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS), houve uma determinação para que fabricantes nacionais de respiradores apenas os fornecessem para o governo federal.

"Isso dificultou o acesso de municípios e Estados à produção nacional", lamentou. "Mas vamos buscar onde for necessário e pelo preço necessário. Correremos todos os riscos necessários para comprar respiradores e salvar vidas."

Ao abordar o tema de um isolamento severo, muitas vezes referido como "lockdown", o governador de São Paulo ressaltou que não está, atualmente, propondo essa medida ainda mais restritiva, e nem há a iminência de que esse protocolo seja adotado. "Mas não está descartado", ponderou.

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