Rio exigirá comprovante de vacina para acesso a locais de uso coletivo

Será preciso apresentar o cartão para comprovar a primeira ou a segunda dose de acordo com o cronograma da cidade

A cidade do Rio passará a exigir, a partir do dia 1° de setembro, comprovante de vacinação contra a Covid para a entrada em cinemas, academias, estádios e outros locais e estabelecimentos de uso coletivo. A nova regra foi publicada nesta sexta-feira, no Diário Oficial do município.

A vacinação a ser comprovada corresponderá à primeira dose, segunda dose ou dose única, sempre em função da idade da pessoa e a respectiva data de imunização estipulada no cronograma da cidade.

Veja os locais que passarão a exigir o comprovante de vacinação:

  • academias de ginástica, piscinas, centros de treinamento e de condicionamento físico e clubes sociais
  • vilas olímpicas, estádios e ginásios esportivos
  • cinemas, teatros, salas de concerto, salões de jogos, circos, recreação infantil e pistas de patinação
  • atividades de entretenimento, exceto quando expressamente vedadas
  • locais de visitação turísticas, museus, galerias e exposições de arte, aquário, parques de diversões, parques temáticos, parques aquáticos, apresentações e drive-in
  • conferências, convenções e feiras comerciais

Recuo no plano de flexibilização

O plano de flexibilização gradativa das restrições no combate à Covid-19 na cidade do Rio, cuja primeira fase estava marcada para começar no dia 2 de setembro, próxima quinta-feira, não tem mais data para dar a sua partida.

Em consonância com os recentes sinais do prefeito Eduardo Paes na direção de um possível recuo em seu plano de reabertura, a Secretaria municipal de Saúde (SMS) confirmou ao GLOBO, nesta quinta-feira, que acatará as alterações recomendadas pelo comitê científico do município.

Isto significa que a etapa inicial do cronograma, originalmente planejada para quando ao menos 45% da população adulta carioca estivesse com o esquema vacinal completo, só vai acontecer quando essa proporção atingir a marca de 50%.

Também em razão da atual situação epidemiológica do Rio — que enfrenta agora o maior pico de casos de Covid-19 e é o "epicentro" da variante Delta, como classificou o próprio Paes —, a prefeitura ainda não trabalha com uma nova data.

— Vamos acatar o novo calendário elaborado pelo comitê. Além disso, o cenário epidemiológico ainda é muito incerto — disse o secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz.

Desde a divulgação do cronograma, os planos da prefeitura passaram por uma série de reveses, com direito a um pedido de desculpas público por parte do prefeito. Quando a administração municipal anunciou que o número de casos confirmados de Covid-19 voltou a aumentar na cidade, no dia 6 de agosto, Paes admitiu: "Me equivoquei na maneira como me comuniquei".

 

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