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Provocações de Cleitinho, Pimentel na mira e disputa pela direita: o que marcou o debate em Minas

Encontro promovido pela TV Globo Minas reuniu os seis principais candidatos ao governo do Estado e teve embates sobre segurança pública, dívida, servidores, IPVA e o legado das últimas gestões

Candidatos que participaram do debate da TV Globo de Minas: Gabriel Azevedo (MDB), Alexandre Kalil (PDT), Patrus Ananias (PT), Liliane Junger (Apresentadora), Cleitinho (Republicanos), Flávio Roscoe (PL) e Mateus Simões (PSD) (TV Globo Minas/Douglas Magno/Divulgação)

Candidatos que participaram do debate da TV Globo de Minas: Gabriel Azevedo (MDB), Alexandre Kalil (PDT), Patrus Ananias (PT), Liliane Junger (Apresentadora), Cleitinho (Republicanos), Flávio Roscoe (PL) e Mateus Simões (PSD) (TV Globo Minas/Douglas Magno/Divulgação)

Dione Alves
Dione Alves

Colaborador

Publicado em 30 de setembro de 2026 às 00h31.

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A troca de ataques entre Cleitinho Azevedo (Republicanos) e o governador Mateus Simões (PSD) marcou o início do debate entre os candidatos ao governo de Minas Gerais promovido pela TV Globo Minas nesta terça-feira, 29.

O encontro também teve críticas ao legado do ex-governador Fernando Pimentel (PT), cobranças sobre a atual gestão e embates sobre dívida pública, segurança, servidores e redução do IPVA.

Participaram também Patrus Ananias (PT), Alexandre Kalil (PDT), Flávio Roscoe (PL) e Gabriel Azevedo (MDB).

A dinâmica alternou temas sorteados e perguntas entre os próprios candidatos, o que abriu espaço para confrontos diretos sobre propostas e sobre o histórico de cada grupo político.

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O confronto mais direto ocorreu quando Simões questionou Cleitinho sobre a destinação de emendas parlamentares para a segurança pública. O governador afirmou que o candidato não destinou recursos para o setor e perguntou como ele pretendia enfrentar a violência contra a mulher.

Cleitinho rebateu ao responsabilizar o governo estadual pelos investimentos na área e afirmou que policiais e servidores estariam insatisfeitos com a atual gestão.

“Perder faz parte. A sua arrogância, a sua prepotência faz você ficar desse jeito. Você tem que ser mais humilde, mais calmo. Você está muito agressivo. Então acalma o seu coração”, disse o senador.

Simões respondeu cobrando propostas do adversário para a segurança e defendeu a implantação do chamado Escudo Mineiro, sistema de monitoramento nas divisas do Estado. Cleitinho, por sua vez, acusou o governador de reproduzir ideias que ele próprio já havia defendido durante a campanha.

Pimentel e Zema entram no centro das críticas

Fernando Pimentel, que governou o Estado entre 2015 e 2019, apareceu repetidamente nos questionamentos dirigidos a Patrus Ananias. Flávio Roscoe abriu o debate cobrando o petista sobre a situação fiscal de Minas e associou parte dos problemas das contas públicas à gestão do PT.

Patrus afirmou que pretende renegociar a dívida mineira, próxima aos R$ 200 bilhões com o governo federal e rever benefícios fiscais concedidos pelo Estado.

“Vamos pagá-la, mas o Estado tem também uma outra dívida muito alta, que é a dívida social”, afirmou.

O petista voltou a ser confrontado sobre Pimentel durante uma discussão com Cleitinho. Ao ser questionado sobre os resultados econômicos da administração do correligionário, Patrus tentou separar sua candidatura daquela gestão.

“Eu não estou aqui como advogado do Pimentel. Eu respondo por mim, pela minha história, pelos meus compromissos”, disse.

Mateus Simões também usou o período petista no governo para atacar Patrus durante uma discussão sobre cultura e turismo. O governador acusou as gestões do PT de concentrarem recursos na capital e afirmou que sua administração ampliou os investimentos no interior.

A gestão Romeu Zema também foi alvo. Kalil criticou a condução da dívida estadual, as condições das forças de segurança e a relação do governo com o setor empresarial. Em outro momento, Cleitinho afirmou que servidores públicos estariam insatisfeitos com a atual administração e estariam fazendo campanha contrária nas ruas.

Cleitinho reage a críticas de Roscoe sobre direita e impostos

A disputa pelo eleitorado de direita entrou diretamente no debate entre Cleitinho e Roscoe. O senador cobrou o candidato do PL por declarações em que teria questionado seu posicionamento ideológico e lembrou que os dois chegaram a conversar sobre a possibilidade de compor uma chapa.

Roscoe respondeu que sempre identificou divergências entre os dois e citou liberdade econômica, família e aborto entre as pautas que considera ligadas à direita. Cleitinho rebateu e afirmou que, apesar de se identificar com esse campo político, governaria para todos.

O embate avançou para a proposta de Cleitinho de reduzir o IPVA em Minas. Roscoe afirmou ser favorável à redução de impostos, mas cobrou do senador uma indicação sobre como compensar a perda de arrecadação.

Cleitinho argumentou que a alíquota mineira reduz a competitividade do Estado e leva proprietários de veículos a emplacá-los em estados vizinhos. “Eu vou, sim, reduzir o IPVA aqui em Minas Gerais”, afirmou.

A situação fiscal de Minas voltou ao centro do debate no confronto entre Kalil e Roscoe. O ex-prefeito de Belo Horizonte afirmou que promessas de reajuste para servidores, investimentos em segurança e ampliação de políticas públicas dependem de uma solução para o passivo do Estado.

“Se não arrumar a dívida, nós não vamos fazer nada. É tudo mentira. Não dá para fazer sem renegociar a dívida e tratar esse Estado com a devida seriedade”, disse.

Na reta final, Kalil também cobrou Mateus Simões sobre a entrega dos hospitais regionais construídos com recursos do acordo com a Vale.

Simões rebateu afirmando que a unidade de Sete Lagoas (MG) havia começado a atender pacientes e citou também os hospitais de Divinópolis (MG) e Teófilo Otoni (MG).

A troca levou para o fim do debate uma das principais cobranças dirigidas ao atual governo: a entrega de obras e serviços prometidos antes da eleição.

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