Privatização dos Correios: estudos finais ficam prontos até setembro

Agora tem início uma das fases mais aguardadas: a elaboração de relatórios sobre o real montante do passivo e os resultados financeiros da estatal, a cargo de consórcio formado pela KPMG

O consórcio Carta Brasil, formado pela KPMG e a Manesco, Ramires, Perez, Azevedo Marques Sociedade de Advogados foi o vencedor do processo seletivo, realizado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), para a escolha do grupo encarregado dos levantamentos contábeis e jurídicos dos Correios. Também será realizada uma avaliação econômica e financeira da estatal, que deverá ser privatizada no final deste ano ou no início de 2022. Os estudos finais devem ficar prontos até o início de setembro.

Essas análises constituem uma etapa fundamental dos estudos de modelagem econômica da desestatização dos Correios, que tiveram início em agosto de 2020. Até abril, na primeira fase dos estudos, um dos principais focos foi a definição do modelo de privatização e a análise de casos de outros países. Agora, tem início a segunda fase, com a elaboração de relatórios sobre os ativos, passivos, fundos de pensão e outros aspectos do balanço e dos resultados financeiros.

Nessa missão, o consórcio Carta Brasil atuará em conjunto com o BNDES e com o Consórcio Postar, formado pela Accenture e Machado, Meyer, Sendacz, Opice e Falcão Advogados, já contratados desde a primeira fase do projeto.

“Para atender os inúmeros desafios de um estudo dessa natureza, com o início da segunda fase do projeto, estamos reforçando o time com assessores de primeira linha, para que o processo de desestatização dos Correios siga evoluindo com todo o rigor técnico necessário”, diz Leonardo Cabral, diretor de Privatizações do BNDES.

Os relatórios finais e o valor de mercado dos Correios deverão ser divulgados junto às empresas interessadas em participar do processo de privatização.

“Com mais de 10 bilhões de reais em ativos e receitas da ordem de 18 bilhões de reais, a desestatização dos Correios figura entre as principais de nosso país”, afirma Eduardo Redes, líder da prática de Investimentos em Infraestrutura da KPMG no Brasil e na América Latina.

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