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Primeira onda de calor da primavera: veja onde fará mais de 40 °C no fim de semana

INMET emitiu aviso vermelho de sábado a quarta-feira para partes do Centro-Oeste, Sudeste e Sul; Cuiabá pode chegar a 41 °C

Cuiabá: capital do Mato Grosso pode registrar máxima de 41 °C no domingo, 27, e na segunda-feira, 28, durante a primeira onda de calor da primavera (Shan-Botterill/Getty Images)

Cuiabá: capital do Mato Grosso pode registrar máxima de 41 °C no domingo, 27, e na segunda-feira, 28, durante a primeira onda de calor da primavera (Shan-Botterill/Getty Images)

Paloma Lazzaro
Paloma Lazzaro

Estagiária de jornalismo

Publicado em 25 de setembro de 2026 às 10h00.

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A primeira onda de calor da primavera de 2026 deve começar neste sábado, 26, e atingir partes das regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul do Brasil. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), as temperaturas máximas poderão superar os 40 °C no Centro-Oeste nos próximos dias.

A previsão indica máxima de 41 °C em Cuiabá (MT) no domingo, 27, e na segunda-feira, 28. Em Campo Grande (MS), os termômetros podem chegar a 40 °C na segunda-feira. Na cidade de São Paulo, a máxima prevista é de 32 °C no domingo.

O INMET emitiu aviso vermelho para onda de calor, válido entre sábado e quarta-feira, 30. O critério utilizado pelo instituto considera uma sequência de pelo menos cinco dias com temperaturas máximas 5 °C ou mais acima da média climatológica.

Aviso vermelho: área sob alerta de onda de calor entre sábado, 26, e quarta-feira, 30. (Crédito: INMET/Reprodução)

Quais estados serão mais afetados?

O aviso vermelho abrange Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo em todo o território. Também estão incluídas áreas do Mato Grosso, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

No Mato Grosso, o alerta vale para as regiões central e sul do estado, incluindo Cuiabá. No Rio de Janeiro, abrange áreas do centro, sul e oeste, incluindo a capital. Em Minas Gerais, o aviso contempla o sul e o sudeste do estado, em áreas próximas a Passos, Poços de Caldas, Varginha, Maria da Fé e Lavras.

Outras regiões também devem registrar temperaturas elevadas, mas não estão no aviso vermelho porque a previsão não reúne simultaneamente os critérios de intensidade e persistência exigidos para caracterizar uma onda de calor.

Entre as áreas que podem ter calor acima da média estão partes do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, sul de Rondônia, sul de Goiás, centro e sul do Pará e outras regiões de Mato Grosso. Em Brasília, a máxima pode chegar a 32 °C no início da próxima semana.

Calor no sábado: anomalia da temperatura máxima prevista para a tarde de 26 de setembro. (Crédito: INMET/Reprodução)

Calor no domingo: previsão mantém temperaturas mais de 5 °C acima da média em partes do Centro-Sul. (Crédito: INMET/Reprodução)

Calor na segunda: temperaturas seguem acima da média em partes do Sul, Centro-Oeste e Sudeste. (Crédito: INMET/Reprodução)

Calor na terça: anomalias permanecem elevadas enquanto uma frente fria avança pelo extremo sul. (Crédito: INMET/Reprodução)

Por que as temperaturas vão subir tanto?

O episódio será favorecido por uma combinação de sistemas atmosféricos. Um deles é uma área de baixa pressão que deve se intensificar entre o norte da Argentina e o oeste do Paraguai.

Conhecido como Baixa do Noroeste da Argentina (BNOA), o sistema começa a se desenvolver na madrugada de sexta-feira, 25. A previsão indica que sua pressão central, inicialmente próxima de 1008 hPa, poderá cair para cerca de 995 hPa na tarde de segunda-feira, 28, quando deverá atingir sua maior intensidade.

Baixa pressão: BNOA favorece o transporte de ar quente em direção ao centro-sul do Brasil. (Crédito: INMET/Reprodução)

À medida que a baixa pressão se fortalece, a circulação dos ventos favorece o transporte de ar quente das áreas mais ao norte para o Sul do Brasil, Paraguai e Argentina. Esse deslocamento contribui para a rápida elevação das temperaturas.

Na alta troposfera, entre cerca de 5 km e 12 km de altitude, também deverá se estabelecer uma circulação anticiclônica anômala sobre partes do Centro-Oeste, Sudeste e Sul. Esse movimento favorece a descida do ar, que se aquece ao ser comprimido próximo à superfície.

Essa configuração está associada ao chamado “domo de calor”, uma área de circulação anticiclônica que favorece a permanência de uma massa de ar quente e dificulta a renovação do ar.

Quando o calor deve diminuir?

As condições de calor acima da média devem persistir até quarta-feira, 30. A partir daí, a chegada de uma nova frente fria deverá modificar o padrão atmosférico sobre o centro-sul do país e favorecer a redução das temperaturas nas áreas afetadas.

Acompanhe tudo sobre:Caloronda de calor

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