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Prefeitura do Rio de Janeiro cancela festa de Réveillon por causa da Covid

'Respeitamos a ciência', escreve o prefeito Eduardo Paes em sua conta no Twitter ao justificar a decisão, recomendada pelo comitê científico do estado

Queima de fogos na praia de Copacabana no Réveillon do Rio de Janeiro em 2019 (Gabriel Monteiro/secom/Agência Brasil)

Queima de fogos na praia de Copacabana no Réveillon do Rio de Janeiro em 2019 (Gabriel Monteiro/secom/Agência Brasil)

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Da Redação

4 de dezembro de 2021, 10h41

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, anunciou o cancelamento da festa oficial do Réveillon na cidade nesta manhã de sábado, dia 4.

A decisão vai em linha com a recomendação de muitos especialistas em saúde pública e infectologistas, em meio ao aumento do número de casos de gripe no estado e ao surgimento da variante Ômicron. Em todo o país, cresce o número de prefeituras que estão cancelando a organização de festas de Réveillon em razão dos riscos da pandemia.

Em sua conta no Twitter, Paes escreveu: "Respeitamos a ciência. Como são opiniões divergentes entre comitês científicos, vamos sempre ficar com a mais restritiva. O comitê da prefeitura diz que pode. O do Estado diz que não. Então, não pode. Vamos cancelar dessa forma a celebração oficial do réveillon do Rio".

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Paes justifica que não é possível organizar a festa sem o mínimo de tempo para preparação.

"Tomo a decisão com tristeza, mas não temos como organizar a celebração sem a garantia de todas as autoridades sanitárias. Infelizmente não temos como organizar uma festa dessa dimensão, em que temos muitos gastos e logística envolvidos, sem o mínimo de tempo para preparação", escreveu.

O prefeito finaliza dizendo que vai acatar a decisão do Estado de não promover o evento público e de grande dimensão, algo que não era até então a opinião do governo estadual, segundo ele.

"Se é esse o comando do Estado (não era isso o que vinha me dizendo o governador Cláudio Castro), vamos acatar. Espero poder estar em Copacabana abraçando a todos na passagem do ano de 22 para 23. Vai fazer falta, mas o importante é que sigamos vacinando e salvando vidas", escreve no Twitter o prefeito do Rio de Janeiro.

(Com Estadão Conteúdo)