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Policiais do caso Amarildo têm prisão preventiva decretada

O major Edson Santos e outros 3 policiais militares, acusados de corrupção ativa durante investigações do caso Amarildo, tiveram a prisão preventiva decretada


	Protesto sobre desaparecimento de Amarildo: policiais já estavam presos
 (Fernando Frazão/ABr)

Protesto sobre desaparecimento de Amarildo: policiais já estavam presos (Fernando Frazão/ABr)

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Clarissa Thomé

16 de dezembro de 2014, 21h35

Rio de Janeiro - O major Edson Santos, ex-comandante da Unidade de Polícia Pacificadora da Rocinha, e outros três policiais militares tiveram a prisão preventiva decretada pela Auditoria de Justiça Militar.

Eles são acusados de corrupção ativa de testemunhas durante as investigações do desaparecimento e morte do pedreiro Amarildo de Souza, em 14 de julho de 2013.

Os quatro PMs - Santos, o tenente Luiz Felipe de Medeiros , e os soldados Newland de Oliveira e Silva Júnior e Bruno Athanasio -, já estavam presos por decisão da 35.ª Vara Criminal da capital.

De acordo com a denúncia do Ministério Público, os policiais fizeram pagamentos para que duas testemunhas acusassem o traficante Thiago da Silva Neris, o Catatau, pela morte de Amarildo. Uma das testemunhas, que estava no programa de proteção do governo do Estado, está desaparecida desde agosto passado.

O inquérito policial e a denúncia do MP apontam que Amarildo foi torturado e morto por policiais da UPP da Rocinha - 25 PMs são acusados de envolvimento no crime. O corpo não foi encontrado.