Polícia Militar vai fiscalizar toque de recolher no Paraná

Protocolo, publicado em Diário Oficial, prevê que ninguém pode sair de casa durante o fim da noite e a madrugada, das 23 horas às 5 horas

O governo do Paraná determinou a partir desta quarta-feira, 2, um toque de recolher em todo o estado para conter o avanço da covid-19. O protocolo, publicado em Diário Oficial, prevê que ninguém pode sair de casa durante o fim da noite e a madrugada, das 23 horas às 5 horas. A Polícia Militar vai fazer a fiscalização. Apenas serviços essenciais, como saúde e segurança pública, ficam liberados da restrição.

Apesar da fiscalização, não há previsão sobre punições ou multas. O prazo de vigência do toque de recolher é de 15 dias e pode ser prorrogado pelo mesmo período.

“A Secretaria de Estado de Segurança Pública deverá, durante o período indicado, intensificar operações de fiscalização e orientação, a fim de coibir aglomerações, principalmente aquelas com consumo de bebidas alcoólicas, especialmente entre as 23 horas e 05 horas”, diz o texto do decreto.

A medida é uma tentativa de diminuir o aumento de casos e de internações no estado, principalmente na Região Metropolitana de Curitiba. De acordo com a Secretaria da Saúde do estado, houve um aumento de 23,9% na média móvel de casos e de 6,2% na média de óbitos nos últimos 14 dias no Paraná.

O estado tem um total de 282.645 casos e 6.160 mortes em decorrência da doença. Curitiba tem 80.062 infectados e 1.758 mortes causadas pela covid-19. Na capital paranaense há 13.253 casos ativos, ou seja, com risco de transmissão. Há um mês este valor não passava de 3 mil.

Na sexta-feira, 27, a prefeitura de Curitiba publicou um decreto, restringindo algumas atividades com o objetivo de conter o avanço da covid-19 na cidade, que piorou nas duas últimas semanas. Ficaram proibidos de funcionar bares, casas noturnas e qualquer tipo de evento que gere aglomeração. Estes estabelecimentos estavam abertos desde o fim de setembro.

A taxa de ocupação dos leitos de UTI no estado está em 84% e de enfermaria em 68%. A macrorregião Leste, que abriga a capital, região metropolitana e Litoral, apresenta 91% de ocupação em UTI e 67% em enfermaria.

O Conselho Regional de Medicina do Paraná emitiu um alerta máximo nesta terça-feira para o colapso no sistema de atendimento hospitalar. “As próximas semanas serão críticas e a prevenção é o melhor caminho”, diz a nota.

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