Brasil

Polícia do Rio encontra 4 corpos e investiga relação com o caso dos médicos assassinados

As mortes dos médicos Marcos de Andrade Corsato, Perseu Ribeiro Almeida e Diego Ralf de Souza Bomfim estão sendo investigadas pela Delegacia de Homicídios da Capital

Diego Bonfim, um dos mortos na chacina, era irmão da deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL-SP) (Redes Sociais/Reprodução)

Diego Bonfim, um dos mortos na chacina, era irmão da deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL-SP) (Redes Sociais/Reprodução)

Estadão Conteúdo
Estadão Conteúdo

Agência de notícias

Publicado em 6 de outubro de 2023 às 09h21.

A Polícia Civil do Rio de Janeiro encontrou na noite desta quinta-feira, 5, quatro corpos. A suspeita é que ao menos dois deles seriam de suspeitos de envolvimento na morte de três médicos em um quiosque na Barra da Tijuca, na zona oeste da capital, na madrugada do mesmo dia. Os nomes não foram informados.

As mortes dos médicos Marcos de Andrade Corsato, Perseu Ribeiro Almeida e Diego Ralf de Souza Bomfim estão sendo investigadas pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC). Diego era irmão da deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL-SP), que cobrou apuração do caso e se disse "devastada" com a notícia.

Conforme informações da Polícia Civil do Rio, uma quarta vítima do ataque na quinta-feira foi socorrida para o Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca. Daniel Sonnewend Proença permanece hospitalizado.

Por determinação do secretário da Segurança Pública de São Paulo Guilherme Derrite, e do delegado-geral da Polícia Civil, Dr Artur Dian, a Polícia Civil de São Paulo também enviou duas equipes para auxiliar nas investigações dos assassinatos no Rio. Em paralelo, também está em andamento uma investigação por parte da Polícia Federal, segundo determinou o ministro da Justiça, Flávio Dino.

Com relação aos corpos dos suspeitos, três foram localizados dentro de um veículo na Rua Abrahão Jabour, na zona oeste. Em um segundo veículo, no bairro Gardênia Azul, foi encontrado o quarto corpo.

Áudio

Momentos antes do assassinato dos três médicos na madrugada de quinta-feira, a Polícia Civil do Rio interceptou conversa telefônica que os investigadores consideram um indício de que as vítimas foram mortas por engano.

Na ligação, interceptada com autorização judicial durante investigação que já estava em andamento sobre milicianos que atuam na zona oeste do Rio, um homem diz a outro que "acho que é Posto 2?" e recebe uma resposta que é inaudível. A voz seria de Juan Breno Malta, conhecido como BMW e principal auxiliar do Philip Motta, o Lesk, ambos, segundo a polícia, ligados à milícia e ao tráfico. Lesk teria rompido com milicianos para aderir à facção criminosa Comando Vermelho.

Segundo a polícia, BMW havia recebido a informação de que o miliciano Taillon Alcântara Pereira Barbosa estava no quiosque da Naná e tentou explicar o local para um comparsa incumbido de matá-lo. O quiosque da Naná, no entanto, fica entre os postos 3 e 4 da orla da Barra da Tijuca

Acompanhe tudo sobre:MortesMédicosRio de JaneiroAssassinatos

Mais de Brasil

Lula, 'BolsoNunes' e 'paz e amor': convenção dá tom de como será a campanha de Boulos em SP

Sob gestão Lula, assassinatos contra indígenas no Brasil aumentam 15% em 2023, aponta relatório

PRTB marca data de convenção para anunciar candidatura de Marçal no mesmo dia do evento de Nunes

Moraes defende entraves para recursos a tribunais superiores e uso de IA para resolver conflitos

Mais na Exame