“Podemos ter cloroquina para o Brasil e ainda exportar”, diz ministro

O medicamento ainda precisa de mais estudos, mas apresentou resultados positivos no tratamento da covid-19

Em pronunciamento ao vivo via internet na tarde deste domingo (22), o ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta afirmou que, apesar de ainda serem necessários mais estudos sobre a cloroquina para o tratamento da doença causada pelo novo coronavírus, o Brasil poderá produzir o medicamento.

“Temos condição de fornecer o medicamento para todo o país e ainda exportar. Esperamos qual será o protocolo, se serão usados apenas por pacientes internados ou não, por exemplo”, afirmou o ministro.

O Ministério da Saúde já monitorava o medicamento desde que o primeiro estudo sobre ele no tratamento da covid-19 foi publicado, em fevereiro deste ano. “Ainda são apenas indícios positivos que temos sobre o medicamento, não sabemos se ele foi decisivo para o tratamento da covid-19. Há uma pressão grande pela utilização, mesmo sem os devidos testes“, disse. Profissionais de saúde e pacientes graves poderão receber tratamento com o medicamento.

A Prevent Senior e a Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein anunciaram que farão testes com pacientes graves nos próximos dias usando cloroquina e hidroxicloroquina, com o devido consentimento dos familiares.

O medicamento deve ser administrado por médicos, pois tem efeitos colaterais que podem ser muito mais danosos do que a covid-19, ressaltou o ministro. O ministério alertou contra a automedicação e informou que o remédio não deve ser usado de forma preventiva.

“Por termos uma população mais jovem do que os países da Europa, o impacto da doença será menor. A grande maioria das pessoas que tiverem sintomas terão sintomas leves e uma minoria terá necessidade de internação”, afirmou.

O ministro da Saúde também atualizou os números de casos de covid-19 no Brasil, que chegaram a 1.546 neste domingo, com 25 mortes no país.

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