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PGR solicita condenação de Eduardo Bolsonaro por coação em processo de tentativa de golpe

Procuradoria cita mensagens, publicações e articulações nos Estados Unidos para sustentar pedido contra deputado cassado

Mateus Omena
Mateus Omena

Repórter

Publicado em 16 de junho de 2026 às 15h16.

Última atualização em 16 de junho de 2026 às 15h21.

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A Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitou, nesta terça-feira, 16, a condenação do deputado cassado Eduardo Bolsonaro pelo crime de coação no curso do processo relacionado à investigação sobre uma tentativa de golpe de Estado em 2022.

Na manifestação apresentada ao Supremo Tribunal Federal (STF), o subprocurador-geral da República Antônio Edílio Magalhães reuniu publicações feitas por Eduardo Bolsonaro e mensagens trocadas com o ex-presidente Jair Bolsonaro para fundamentar o pedido.

Encerrada essa fase, os ministros da Primeira Turma deverão iniciar a votação do caso. O relator, Alexandre de Moraes, será o primeiro a se manifestar. Na sequência, votarão Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino, presidente do colegiado.

O regimento não estabelece prazo para a apresentação dos votos. Para a condenação ou absolvição, são necessários ao menos três votos no mesmo sentido.

Durante outra etapa do julgamento, o subprocurador-geral sustentou que a vítima da conduta investigada é a própria Justiça, por conta dos efeitos das ações atribuídas ao ex-deputado.

Entenda a denúncia contra Eduardo Bolsonaro

Em maio, a PGR denunciou Eduardo Bolsonaro por suposta atuação junto ao governo do presidente Donald Trump, nos Estados Unidos. Segundo a acusação, ele teria buscado criar um ambiente de instabilidade e temor por meio da projeção de possíveis retaliações estrangeiras contra ministros do STF e contra o Brasil.

De acordo com a Procuradoria, a finalidade dessa atuação era impedir uma eventual condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro no processo relacionado à chamada trama golpista.

A PGR afirma que o conjunto de provas reunidas ao longo da investigação confirma a prática criminosa. Para o órgão, as ações tiveram como objetivo colocar os interesses da família Bolsonaro acima das normas do devido processo legal e do funcionamento da Justiça, com o intuito de evitar a responsabilização criminal do ex-presidente.

Entre os elementos apresentados pela Procuradoria estão declarações concedidas por Eduardo Bolsonaro em entrevistas, publicações em redes sociais e mensagens trocadas com Jair Bolsonaro. Segundo a acusação, o material aponta para articulações realizadas nos Estados Unidos com o propósito de pressionar integrantes da cúpula do Judiciário.

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