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PGR confirma autenticidade de foto de Paulo Gonet ao lado de Vorcaro

Imagem foi registrada em evento reservado em Londres, em 2024, e encontrada pela PF em mensagens extraídas do celular do ex-dono do Banco Master

Daniel Vorcaro (à esquerda) e o procurador-geral da República, Paulo Gonet (à direita), em Londres, 2024 (PF/Reprodução)

Daniel Vorcaro (à esquerda) e o procurador-geral da República, Paulo Gonet (à direita), em Londres, 2024 (PF/Reprodução)

Clarissa Palácio
Clarissa Palácio

Colaboradora

Publicado em 19 de setembro de 2026 às 14h44.

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A Procuradoria-Geral da República (PGR) confirmou a autenticidade de uma fotografia em que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, aparece ao lado de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, durante um evento reservado em Londres, no Reino Unido. O registro foi feito em abril de 2024, durante uma degustação de uísque patrocinada pelo banco.

A imagem foi encontrada pela Polícia Federal (PF) em mensagens extraídas do celular de Vorcaro. Na fotografia, Gonet aparece sentado próximo ao ex-banqueiro, segurando um charuto, enquanto copos de uísque estão sobre a mesa. Segundo pessoas próximas ao procurador-geral, o registro não indicaria uma relação de intimidade entre os dois. Gonet afirmou anteriormente que o encontro foi único, breve e sem relação profissional com Vorcaro.

A fotografia foi enviada a Vorcaro pelo advogado Ciro Soares, em junho de 2025, acompanhada da mensagem “PG me mandou”, em referência a Paulo Gonet. A defesa de Soares afirmou que, na época do evento, não havia investigação contra Vorcaro e que não identifica irregularidade na imagem.

O registro integra um relatório da PF que reúne mensagens envolvendo Vorcaro e também citações ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O documento foi tornado público pelo ministro André Mendonça, que pediu que o caso fosse submetido à análise do plenário da Corte. A discussão foi interrompida após um pedido de vista do ministro Flávio Dino.

Gonet, que também é citado no relatório, defendeu a nulidade do documento e pediu seu arquivamento. Segundo o procurador-geral, o relatório teria sido produzido sem uma solicitação prévia do Ministério Público ou da própria Polícia Federal. Ele também argumenta que investigações envolvendo ministros do STF dependem de autorização do plenário da Corte.

Com informações de SBT News

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