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PF inicia nova operação sobre vazamento de dados da Receita de ministros do STF e seus familiares

Segundo a corporação, foram cumpridos um mandado de prisão preventiva e seis mandados de busca e apreensão em São Paulo e Rio de Janeiro

Mateus Omena
Mateus Omena

Repórter

Publicado em 1 de abril de 2026 às 16h50.

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A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quarta-feira, 1º, a segunda fase da Operação Exfil para investigar o suposto vazamento de dados da Receita Federal envolvendo ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e familiares. A nova etapa dá continuidade à ação iniciada em 17 de fevereiro deste ano.

Foram executados um mandado de prisão preventiva e seis mandados de busca e apreensão, com autorização do STF, nos estados do Rio de Janeiro e de São Paulo.

Na fase inicial da operação, a apuração teve como foco a averiguação do repasse de documentos fiscais submetidos à proteção legal e obtidos de forma criminosa mediante remuneração.

"Na ação de hoje, a PF cumpre um mandado de prisão preventiva e seis de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, nos estados do Rio de Janeiro e de São Paulo. A primeira fase da operação foi deflagrada em 17/2/2026, para apurar o repasse de documentos fiscais submetidos à proteção legal e obtidos de forma criminosa mediante remuneração", diz o comunicado da PF.

O jornal O Globo informou que houve acesso irregular a dados fiscais de Viviane Barci, mulher do ministro Alexandre de Moraes.

Violação de dados de ministros do STF

A investigação foi determinada por Moraes. Em janeiro deste ano, o ministro autorizou a abertura de procedimento para apurar possíveis vazamentos de informações sigilosas de integrantes do STF e de seus familiares na Receita Federal e no Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras).

O caso se insere em um histórico de divergências entre o STF e a Receita Federal sobre o uso de dados fiscais envolvendo autoridades.

Em 2019, Alexandre de Moraes determinou a suspensão de investigações fiscais que atingiam ministros da Corte e outros agentes públicos, ao citar “indícios de desvio de finalidade” nas apurações. Na ocasião, dois servidores foram afastados por suspeita de quebra de sigilo.

Naquele contexto, o STF avaliou que não havia elementos suficientes para justificar as investigações conduzidas pela Receita. A decisão ocorreu no âmbito de inquérito mais amplo instaurado pelo então presidente da Corte, Dias Toffoli, para apurar a disseminação de fake news, termo em inglês para conteúdos falsos, e ameaças contra o tribunal, incluindo a suspensão de apurações que teriam acessado dados sem indícios consistentes de irregularidade.

*Com informações da Agência O Globo.

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