Jair Bolsonaro é beneficiado pelo PL da Dosimetria (PABLO PORCIUNCULA/AFP)
Repórter
Publicado em 8 de julho de 2026 às 09h55.
O ex-presidente Jair Bolsonaro foi alvo de um mandado de busca e apreensão da Polícia Federal na manhã desta quarta-feira, 8, em Brasília. Segundo a defesa, a decisão foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para localizar armas, munições, acessórios e documentos de registro vinculados ao ex-presidente.
Em publicação nas redes sociais, o advogado João Henrique de Freitas afirmou que a defesa havia informado previamente o paradeiro de todos os armamentos e que nenhuma arma ou munição foi encontrada durante a operação.
"O mandado buscava armas, munições, acessórios e documentos de registro. A defesa já havia informado previamente o paradeiro de todas as armas. Resultado: nada foi encontrado", escreveu.
Acabo de sair da residência do Pres. @jairbolsonaro após acompanhar mais uma BUSCA E APREENSÃO da Polícia Federal, determinada pelo Ministro Alexandre de Moraes.
O mandado buscava armas, munições, acessórios e documentos de registro. A defesa já havia informado previamente o…— João Henrique N de Freitas (@JHNdeF) July 8, 2026
A operação ocorre um dia após a defesa informar ao STF que uma espingarda registrada em nome de Bolsonaro está em uma empresa importadora de artigos bélicos em Caxias do Sul (RS), de onde nunca teria sido retirada. Inicialmente, os advogados haviam informado que o armamento estava sob custódia do Exército.
Os advogados também comunicaram que uma pistola Glock registrada em nome do ex-presidente está sob guarda da Polícia Civil do Distrito Federal após ter sido apreendida em uma blitz.
Ao todo, dez armas estão registradas em nome de Bolsonaro. Segundo decisão anterior de Alexandre de Moraes, o porte de arma do ex-presidente foi cassado, e os armamentos deveriam ser apresentados às autoridades competentes.
O Exército informou ao STF que mantinha sob sua guarda apenas seis armas, que já foram entregues à Polícia Federal. As outras quatro, segundo a defesa, estão distribuídas entre a própria PF, a Polícia Civil e a empresa importadora no Rio Grande do Sul.
De acordo com a defesa, seis armas estavam sob custódia do Exército e já foram encaminhadas à Polícia Federal. Outras duas já haviam sido entregues à PF em 2023, uma espingarda permanece em uma empresa importadora no Rio Grande do Sul e uma pistola Glock está com a Polícia Civil do Distrito Federal.
*Com O Globo