Lula e Flávio: cenário mostra estabilidade (Ricardo Stuckert/PR/Agência Senado/Montagem/Flickr)
Repórter de Brasil e Economia
Publicado em 22 de agosto de 2026 às 10h13.
Última atualização em 22 de agosto de 2026 às 10h23.
A primeira semana após o início oficial da campanha eleitoral de 2026 manteve o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) como os dois principais nomes da disputa pela Presidência, com vantagem do petista no primeiro turno e maior equilíbrio nos cenários de segundo turno.
Duas pesquisas nacionais divulgadas nesta semana, Datafolha e BTG Pactual/Nexus, mostram Lula à frente de Flávio Bolsonaro no primeiro turno, mas indicam uma diferença menor entre os dois nas simulações de confronto direto, em cenários de empate técnico.Os levantamentos apresentam metodologias, amostras e períodos de coleta diferentes e, por isso, não devem ser comparados diretamente como uma série histórica. A evolução de cada candidato deve ser analisada dentro das pesquisas anteriores do mesmo instituto.
A pesquisa Datafolha foi divulgada nesta sexta-feira, 21, enquanto o levantamento BTG Pactual/Nexus saiu na segunda-feira, 17. Os dois estudos testaram cenários de primeiro e segundo turnos e também mediram rejeição, potencial de voto e recortes do eleitorado.
Na primeira pesquisa Datafolha sobre a corrida presidencial após o início oficial das campanhas, Lula aparece com 39% das intenções de voto no cenário estimulado de primeiro turno. Flávio Bolsonaro registra 33%.
Na sequência aparecem Ronaldo Caiado (PSD), com 5%, e Renan Santos (Missão), com 4%. Romeu Zema (Novo) tem 3%, enquanto Pablo Marçal (PRTB) e Augusto Cury (Avante) registram 2% cada.
A distância entre Lula e Flávio Bolsonaro caiu de oito para seis pontos percentuais em relação à pesquisa Datafolha divulgada em julho, quando o presidente tinha 40% e o senador, 32%.A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
No segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, o presidente aparece com 47% das intenções de voto, contra 43% do senador. Brancos, nulos ou nenhum candidato somam 9%, enquanto 2% não sabem ou não responderam.
O Datafolha também mediu outros confrontos. Lula aparece à frente de Ronaldo Caiado, por 47% a 40%; de Romeu Zema, por 48% a 38%; e de Renan Santos, por 47% a 37%.
A pesquisa Datafolha ouviu 2.058 pessoas com 16 anos ou mais em todo o país entre os dias 18 e 20 de agosto. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
A pesquisa BTG Pactual/Nexus mostra Lula com 41% das intenções de voto no primeiro turno, contra 36% de Flávio Bolsonaro. Ronaldo Caiado aparece com 5%, enquanto Renan Santos e Romeu Zema registram 4% cada.
Na série histórica do instituto, a diferença entre os dois principais candidatos caiu. Em 27 de julho, Lula tinha nove pontos de vantagem sobre Flávio Bolsonaro. No levantamento divulgado em 17 de agosto, a distância passou para cinco pontos.
No cenário de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, o presidente aparece com 47% e o senador com 44%, uma diferença de três pontos percentuais dentro da margem de erro da pesquisa.O levantamento também testou Lula contra outros nomes. O presidente aparece com 45% contra 42% de Ronaldo Caiado, 46% contra 41% de Romeu Zema e 47% contra 36% de Renan Santos.
A pesquisa BTG Pactual/Nexus ouviu 2.003 eleitores com 16 anos ou mais entre os dias 14 e 16 de agosto. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-03317/2026.
Além das intenções de voto, os levantamentos mediram a rejeição dos eleitores aos principais nomes da disputa.
No Datafolha, Flávio Bolsonaro aparece com a maior rejeição, com 46%, seguido por Lula, com 45%. No BTG/Nexus, o senador registra 50%, enquanto o presidente tem 48%.
No BTG/Nexus, 43% dos eleitores afirmam não votar em Flávio Bolsonaro, mas admitem escolher Lula, enquanto 41% rejeitam Lula, mas consideram votar em Flávio.Os números indicam um cenário de alta rejeição entre os dois principais candidatos, com parcela relevante do eleitorado aberta a diferentes escolhas.