Para metade dos brasileiros, desemprego e inflação são os maiores problemas do país, diz EXAME/IDEIA

O dado é da pesquisa EXAME/IDEIA publicada na quinta-feira, 23. Foram ouvidas 1,5 mil pessoas entre os dias 17 e 22 de junho
Mercado: inflação diminui poder de compra da população (Paulo Whitaker/Reuters)
Mercado: inflação diminui poder de compra da população (Paulo Whitaker/Reuters)
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Gilson Garrett Jr

Publicado em 27/06/2022 às 16:57.

Última atualização em 29/06/2022 às 14:12.

Pouco mais da metade dos brasileiros, 53%, avalia que os principais problemas do país no momento são o desemprego e a inflação. Entre os entrevistados, 10% entendem ser a corrupção, 9% dizem que é a falta de educação, e outros 9% acham ser a falta de saúde, mesma parcela que também citou a fome e miséria. Os dados são da pesquisa EXAME/IDEIA publicada na última quinta-feira, 23.

A EXAME/IDEIA ouviu 1,5 mil pessoas entre os dias 17 e 22 de junho. As entrevistas foram feitas por telefone, com ligações tanto para fixos residenciais quanto para celulares. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número BR-02845-2022. A margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos. A EXAME/IDEIA é um projeto que une EXAME e o IDEIA, instituto de pesquisa especializado em opinião pública. Veja o relatório completo.

Essa sensação da população tem parâmetros nos números da economia. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) de junho, considerada a prévia da inflação do mês, ficou em 0,69%, no dado divulgado nesta sexta-feira, 24, pelo IBGE. Em 12 meses a alta acumulada é de 12,04%. Um dos produtos que mais subiram foi o diesel, que teve uma alta de 2,83% no IPCA-15 de junho.

Já a taxa de desocupação no Brasil foi de 10,5% no trimestre encerrado em abril deste ano, de acordo com os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgados no fim de maio, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em comparação, no mesmo período, em 2021, o desemprego estava em 14,8%.

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Para o cientista político André César, da Hold Assessoria, o aumento geral de preços vai ser o grande debate da eleição deste ano. “O elemento que era debatido em 2018 era a corrupção. Neste ano, a economia volta a ser um tema central, que é algo que sempre foi utilizado em outras campanhas. A diferença é que vivemos uma situação mais dramática, que é pior para o presidente Bolsonaro, que tenta a reeleição”, afirma.

Em outra questão feita por EXAME/IDEIA, os brasileiros avaliam que a prioridade do próximo presidente do país deveria ser criar empregos, investir na educação, melhorar a saúde pública e combater a corrupção.

(Arte/Exame)

Avaliação de governo estável

Os indicadores econômicos refletem diretamente em como a população avalia o governo federal. Desde março, a avaliação do governo do presidente Jair Bolsonaro está em um patamar considerado estável, mas em um dos piores números da série histórica.

Maurício Moura, fundador do ideia, explica que é importante ficar atento a este número porque ele tem relação direta em como o eleitor vota. Ele destaca ainda a importância na taxa de rejeição em uma eleição.

Em uma pergunta feita sobre qual nome o eleitor não votaria de jeito nenhum, Bolsonaro tem 44% das menções, e Lula é citado por 42%. “Nesse momento, a rejeição ao governo maior proporciona a liderança do Lula, mas quem chegar com uma rejeição menor em outubro será o vencedor”, diz Moura.

(Arte/Exame)

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