O ministro Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (STF/Flickr)
Repórter especial em Brasília
Publicado em 13 de agosto de 2026 às 15h52.
Última atualização em 13 de agosto de 2026 às 16h04.
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kássio Nunes Marques, acolheu nesta quinta-feira, 13, o pedido dos advogados do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e anulou a filiação do presidenciável ao Missão, que foi registrada indevidamente no sistema do TSE na véspera.
O magistrado determinou "o imediato restabelecimento do vínculo partidário de Flávio Nantes Bolsonaro com o Partido Liberal, desde a data originária de sua filiação, em 30 de novembro de 2021, com a concomitante exclusão do vínculo indevidamente inserido com o Partido Missão".
A decisão de Nunes Marques determina também a liberação imediata do Sistema Candex, do TSE, "para o regular processamento do pedido de registro de candidatura do requerente pelo Partido Liberal". A filiação ao Missão, chamada por Flávio de fraude, impediu o registro de sua candidatura nesta quinta-feira.
O ministro também expediu um ofício à Polícia Federal pedindo a instauração de um inquérito policial para apuração da autoria,
das circunstâncias e do contexto da filiação impugnada.
a filiação equivocada de Flávio ao Missão foi registrada no dia 12 de agosto, mesma data em que aparece a sua suposta desfiliação do PL, também equivocada.
Mais cedo, o TSE afirmou em nota que a filiação "não foi fruto de hackeamento do sistema de filiação partidária, mas sim de uso indevido da ferramenta por parte de alguém que possuía as credencias da legenda para efetivar filiações".
Já o Missão disse que avisou Flávio, por e-mail, sobre uma tentativa de filiação de Flávio à sigla no dia 2 de agosto e que a mensagem foi aberta, mas não respondida.
Renan Santos, candidato do Missão à Presidência, afirmou ter como comprovar "que alguém acessando o e-mail do Flávio apertou o botão de confirmação da filiação e ainda apertou o botão para acessar nosso app de militância". O partido divulgou prints com e-mails enviados à conta oficial do senador Flávio Bolsonaro.