Novo capítulo da novela Bolsonaro/PF: Mello assiste vídeo de reunião

O decano do STF, Celso de Mello, decide nesta segunda-feira sobre a divulgação do vídeo de reunião ministerial

A semana deve começar quente com os desdobramentos do vídeo de uma reunião ministerial que disparou uma briga de narrativas.

É mais uma peça num quebra cabeças que ficou mais complexo no fim de semana. O empresário Paulo Marinho, suplente de Flávio Bolsonaro, afirmou ao jornal Folha de S. Paulo que o senador soube com antecedência de operação da PF que tinha o ex-assessor Fabrício Queiroz como alvo. A Polícia Federal abriu uma investigação interna sobre o caso. Flávio Bolsonaro nega. Paulo Marinho pediu proteção policial.

As crescentes suspeitas de interferência na Polícia Federal começaram quando o ex-ministro da Justiça Sergio Moro, no seu pronunciamento de demissão, disse que o estopim para sua saída havia sido a pressão do presidente Jair Bolsonaro. Essa intenção de interferir na PF estaria provada por frases ditas pelo presidente na reunião ministerial do dia 22 de abril, que foi gravada.

A partir daí, um inquérito para apurar as acusações de Moro foi aberto no Supremo Tribunal Federal (STF) a pedido da Procuradoria Geral da República (PGR). Entre idas e vindas e protestos das partes, o vídeo da reunião foi entregue na sexta-feira (08).

Alguns dias depois, foi exibido exclusivamente aos advogados de Moro e membros da Advocacia-Geral da União, assim como a investigadores envolvidos no caso. Uma série de vazamentos sugere que o conteúdo do vídeo é explosivo para o presidente, o que gerou forte impacto no mercado.

Na sexta-feira (15), o STF informou que o decano Celso de Mello, sorteado relator da ação, assistiria ao vídeo na íntegra nesta segunda-feira (18) para então decidir sobre sua divulgação. Ela pode ser integral, como quer Moro, ou parcial, como querem a PGR e a AGU.

De uma forma ou de outra, o vídeo deve pautar a semana tanto por suas potenciais consequências jurídicas, que no limite podem levar ao afastamento do presidente, quanto políticas, já que o governo vem se envolvendo em crises sucessivas em meio ao agravamento da pandemia do novo coronavírus. O mercado financeiro e o público estarão atentos.

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