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Ministro sobre Auxílio Brasil: R$ 300 por mês e 17 milhões de beneficiados

João Roma, ministro da Cidadania, afirma em entrevista que o substituto do Bolsa Família vai distribuir, na média, 52% a mais do que o programa atual

O presidente Jair Bolsonaro com o ministro da Cidadania, João Roma (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

O presidente Jair Bolsonaro com o ministro da Cidadania, João Roma (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

EC

Estadão Conteúdo

Publicado em 17 de outubro de 2021 às 21h39.

Última atualização em 18 de outubro de 2021 às 18h17.

O Auxílio Brasil, programa de transferência de renda que deve substituir o Bolsa Família em novembro, deverá beneficiar perto de 17 milhões de pessoas e ficar na média em R$ 300 ao mês, afirmou na noite deste domingo, 17, o ministro da Cidadania, João Roma, em entrevista à TV Brasil, garantindo que o governo terá "zelo fiscal" na implementação da medida. Os dois números são maiores do que o programa atual, que atende 14,6 milhões de pessoas, com pagamento mensal de R$ 190 na média.

Mesmo tendo que ampliar os gastos do governo para bancar o aumento do benefício à população de menor renda, uma das bandeiras de Jair Bolsonaro para as eleições de 2022, o ministro afirmou que o governo não vai perder o controle das despesas. "Precisa ter muito cuidado e muito zelo na responsabilidade no quesito fiscal", disse ele.

A maior dificuldade do governo é conseguir fontes de recursos para bancar o novo programa. Roma ressaltou que se discute no Congresso duas formas de financiamento, e a expectativa é que sejam aprovadas. São elas a PEC dos Precatórios, que pretende liberar parcela de recursos dentro do teto para bancar o gasto maior, e a Reforma do Imposto de Renda (IR). "A pandemia está passando, mas efeitos sociais da pandemia não estão passando. É natural que estado brasileiro dê essa resposta."

"O Auxílio Brasil é uma evolução dos programas de renda executados no governo federal", afirmou hoje o ministro. Roma destacou que o novo programa vai integrar políticas públicas para a população de baixa renda ou em situação de vulnerabilidade, com transferência de recursos e capacitação profissional.

    Uma das principais diferenças do novo programa com o Bolsa Família, segundo ele, é oferecer proteção social e a possibilidade de transformação social, via capacitação das pessoas para acesso ao mercado de trabalho. Para isso, o governo deve ter apoio do Sistema S, que inclui o Sesc e o Senac.

    Para estimular que as pessoas se capacitem sem medo de perder o benefício, o ministro da Cidadania disse que o novo programa deve ter uma regra de permanência em que a beneficiário do auxílio, mesmo conquistando um emprego, possa ficar com o benefício por até dois anos, disse no programa da TV Brasil. "No Auxílio Brasil, estamos viabilizando uma regra de permanência", afirmou o ministro.

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