Ministério da Economia monta força-tarefa para obter insumos hospitalares

Pasta reuniu técnicos e gestores para criar soluções, a toque de caixa, para conseguir remédios que podem faltar nos hospitais; importação não está descartada

Diante do cenário da falta iminente de medicamentos utilizados para intubação de pacientes e insumos hospitalares como cilindros de oxigênio e monitores de UTI em diversos estados, o Ministério da Economia criou uma força-tarefa para providenciar esses produtos.

A pasta deve concluir nos próximos dias um diagnóstico de iniciativas a ser tomadas, com base em informações repassadas pelos estados e municípios ao Ministério da Saúde, e um plano de ação. Não está descartada a possibilidade de trazer os insumos do exterior, caso a pasta chegue à conclusão de que a indústria brasileira poderá não dar conta do exponencial aumento da demanda.

Segundo o Fórum de Governadores, os hospitais correm o risco de zerar o estoque de remédios como analgésicos e bloqueadores neuromusculares em dez dias, sem conseguir repor os insumos na velocidade necessária. Há também um temor em relação à possível escassez de cilindros de oxigênio, monitores de UTI e oxigênio hospitalar.

"Estamos em contato direto com os principais fabricantes brasileiros, para avaliar eventuais gargalos e estudar a possibilidade de expandir a capacidade produtiva", disse Carlos Da Costa, secretário especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia, em entrevista exclusiva à EXAME. "Também estamos conversando com fornecedores de outros países".

Caso a importação seja considerada a melhor alternativa no momento, os medicamentos devem chegar ao país por via aérea. "Com isso, é possível poupar tempo", explica Gustavo Ene, atual secretário de Desenvolvimento da Infraestrutura do Ministério da Economia. Até pouco tempo atrás, Ene ocupava o cargo de Desenvolvimento da Indústria, Comércio, Serviços e Inovação. Seu contato próximo com a indústria e o conhecimento logístico motivaram o convite para integrar a força-tarefa.

Um grupo de trabalho parecido foi criado no Ministério da Economia no ano passado, com o objetivo de receber e filtrar propostas de empresas e entidades para a crise econômica e transformar as mais pertinentes em ações concretas. Foi assim que surgiu o programa de redução de jornada e salário e linhas de crédito especiais para empresas.

Ações

"Devemos lançar novas linhas de crédito para os setores mais atingidos pela crise provocada pela pandemia, como a aviação, transporte municipal e intermunicipal e bares e restaurantes", diz Costa.

Outra frente de trabalho é a análise de questões relativas ao abastecimento e infllação de insumos básicos para a indústria, como o aço e plásticos. "Deveremos nos reunir no início da semana que vem com representantes dos setores", afirma Costa. A ideia é analisar as cadeias produtivas, ouvir demandas e tentar ajudar a resolver eventuais gargalos.

Em relação a medicamentos de uso hospitalar, o Ministério da Economia pretende flexibiliar a norma que define que o preço dos importados deve ser menor do que os nacionais.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, no sábado, dia 13, que os fabricantes de oxigênio medicinal devem informar o órgão semanalmente a respeito da capacidade de fabricação e distribuição, assim como os estoques disponíveis e o aumento da demanda. 

 

 

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