Mercado privado tem nova previsão de vacina no Brasil, mas depende da Anvisa

Neste primeiro momento, a expectativa é que esta comercialização seja em maior parte para empresas que querem aplicar em funcionários

Uma vacina contra a covid-19 deve chegar ao mercado privado no Brasil em meados de abril. Esta é a nova expectativa da Associação Brasileira das Clínicas de Vacinas (Abcvac), que tinha previsão inicial de ter um imunizante ainda em março. Neste primeiro momento, a expectativa é que esta comercialização seja em maior parte para empresas que querem aplicar em funcionários. Caso haja a possibilidade, a entidade não descarta a venda também a pessoas físicas.

De acordo com o presidente da entidade, Geraldo Barbosa, todos os trâmites de negociação com o laboratório indiano Bharat foram encaminhados para a aquisição de 5 milhões de doses, mas ainda depende de registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

“Tudo o que a gente podia fazer para que não fosse uma expectativa frustrada foi feito. Agora a gente espera que a Bharat consiga submeter os resultados da fase 3 de testes, para aprovar o mais rápido possível. Para que as associadas possam ofertar esta vacina o mais rápido possível para a população”, disse Barbosa em entrevista exclusiva à EXAME.

Representantes do mercado privado de vacinas do Brasil foram até a Índia no começo de janeiro para conhecer os processos de fabricação da chamada Covaxin. O laboratório indiano assinou um acordo com a empresa brasileira Precisa Medicamentos, para fazer a distribuição e venda no Brasil.

Por enquanto, a vacina da Bharat foi aprovada na Índia para uso emergencial, e ainda tem os testes da fase 3 em andamento, com 26.000 voluntários

No Brasil, pelas regras estipuladas pela Anvisa, para ter o uso emergencial aprovado, é necessário que os testes sejam realizados no país. Há a possibilidade de pedir o registro definitivo, que pode demorar até 60 dias.

“Estamos considerando a data de 15 de abril. Essa previsão quem nos passa é a Bharat, então estou trabalhando com o cronograma deles. Todas as vezes que eles mudarem o cronograma, vamos atualizar. Eu mantenho meu otimismo, mas dependemos da Anvisa”, explica Geraldo Barbosa.

Na semana passada, a Associação de Juízes Federais do Rio Grande do Sul (Ajufergs) abriu uma consulta a associados e familiares para reservar a vacina contra a covid-19. De acordo com o presidente, Rafael Martins Costa Moreira, a consulta está sendo feita com base em uma proposta da clínica Multivacinas - associada da Abcvac - a um custo previsto de 800 reais, considerando as duas doses.

Segundo Barbosa, as associadas estão sendo orientadas a não oferecerem a vacina a empresas ou entidades neste momento. “Nenhum associado está liberado para vender porque não tem o produto. Nada impede que eles consultem o mercado, mas a gente não orienta. Fazer especulação não faz bem a nenhum segmento”, diz.

 

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