Meirelles: União, estado e município devem unir esforços para Olimpíadas

Indicado para comandar a Autoridade Pública Olímpica, Henrique Meirelles acredita que a economia 'sólida' vai ajudar o Brasil a realizar os Jogos em 2016

Brasília - Indicado pela presidente Dilma Rousseff para presidir a Autoridade Pública Olímpica, Henrique Meirelles disse hoje (18) que os desafios do Brasil vão além dos desequilíbrios macroeconômicos, como a falta de mão-de-obra especializada e infraestrutura. Como exemplo, ele citou que há apenas 25 mil quartos disponíveis nos hotéis do Rio de Janeiro, enquanto apenas jornalistas credenciados serão cerca de 31 mil.

As informações são da BBC Brasil. Segundo Meirelles, é necessário unir os esforços nos níveis federal, estadual e municipal para solucionar as fragilidades. “Sua superação depende de um consórcio das administrações da cidade do Rio de Janeiro, do estado do Rio e do governo federal”.

Na semana passada, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou estudo que mostra que dez dos treze aeroportos que estão recebendo investimentos podem não estar prontos para a Copa de 2014.

A pesquisa indica que os aeroportos provavelmente não terão atrasos em obras relativas às pistas, pátio e terminais provisórios, mas sofrerão alterações em relação aos prazos médios para cumprimento das etapas de expansão.

Apesar das dificuldades, Meirelles afirmou que o fortalecimento do real - com o câmbio flutuante, as reservas elevadas e os fundamentos econômicos “sólidos”- permitem fazer correções “de maneira ordenada e natural” na economia.

“O Brasil tem uma perspectiva de melhor uso de seus recursos naturais e de uma maior exportação de commodities e, ao mesmo tempo, um crescente mercado de consumo doméstico. Tudo isso faz com que haja um fortalecimento da moeda", disse o ex-presidente do Banco Central.

"Isso tem um lado positivo - mostra que o Brasil tem capacidade de atrair investimentos e que as empresas brasileiras podem se modernizar -, mas uma economia excessivamente valorizada cria problemas de competitividade para a indústria. Se houver sobrevalorização (na moeda), o tempo dirá e isso será inevitavelmente corrigido”, completou Meirelles.

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