Média diária de mortes por covid no Brasil equivale à queda de 5 aviões

Prestes a completar cinco meses de pandemia, os números de mortes por covid-19 seguem estáveis e com média alta

O acidente envolvendo um Boeing 737 da companhia aérea Air India Express, deixou pelo menos 16 mortos e mais de 100 feridos no aeroporto de Calicute, no sul da Índia. Havia cerca de 200 pessoas a bordo, entre passageiros, crianças e tripulantes. A aeronave, que saiu de Dubai, nos Emirados Árabes, ultrapassou a pista e caiu em um barranco. Imagens feitas no local mostram que a fuselagem da aeronave se partiu em dois com o impacto. Segundo a Associated Press, o piloto está entre as vítimas fatais. 

A quantidade de pessoas no avião equivale a cinco vezes a média diária de vítimas do novo coronavírus no Brasil. A média móvel de mortes nos últimos sete dias foi de 1.038, o quíntuplo do número de passageiros do acidente na Índia.

O número de assentos em um Boeing 737 varia de 138 a 230, dependendo do modelo da aeronave e da configuração pedida pelo comprador. O Brasil tem atualmente mais de 98.000 óbitos por covid, o equivalente a 714 aeronaves cheias na configuração para 138 passageiros.

Outros acidentes aéreos

Em 2007, o Brasil teve o pior acidente aéreo da história do país. Em 17 de julho de 2007, um Airbus A-320, que fazia o voo JJ 3054 da TAM, não conseguiu pousar na pista principal do aeroporto de Congonhas, atravessou a avenida Washington Luiz e se chocou contra um prédio da TAM Express. O avião explodiu e todos os passageiros morreram, além de funcionários da TAM Express que estavam no prédio no momento da tragédia e pessoas que passavam pelo posto de gasolina ao lado.

Na época, a Secretaria de Segurança Pública contabilizou 199 mortos — sendo 12 em solo. As investigações da Polícia Federal sobre o acidente começaram ainda em 2007 e levaram dois anos e meio para ser concluídas. O documento não apontou culpados. A conclusão é de que o acidente teria sido causado exclusivamente por um erro dos pilotos do Airbus A-320. 

Em 27 de março de 1977, um Boeing 747 da KLM colidiu com outro da PanAm no aeroporto de Tenerife, nas Ilhas Canárias. A explosão matou 583 pessoas, o maior número de vítimas fatais da história da aviação. Segundo peritos, problemas de comunicação e erro do comandante holandês causaram a catástrofe.

Antes do acidente, uma bomba explodiu em outro aeroporto, em Gran Canaria (uma outra ilha do arquipélago). Com a ameaça de uma segunda bomba, vários voos foram desviados para o aeroporto de Los Rodeos, na ilha de Tenerife.

Devido à confusão e erros no controle de pousos e decolagens, os dois Boeings 747 se chocaram próximos ao solo do aeroporto, deixando 248 mortos no avião da KLM e 335 no da PanAm.

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