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Massa de ar polar intensifica frio a partir de quinta; confira a previsão do tempo

Nova massa de ar polar derruba as temperaturas no Centro-Sul do Brasil entre quinta (2) e sábado (4). Termômetros podem chegar a 0°C no Sul, e marcam baixas temperatura nas demais regiões.

Massa de ar polar derruba temperaturas em todas as regiões do Brasil.

Massa de ar polar derruba temperaturas em todas as regiões do Brasil.

Diandra Guedes
Diandra Guedes

Colaboradora

Publicado em 30 de junho de 2026 às 11h19.

O Brasil entra em uma nova fase de frio intenso. Uma massa de ar polar avança pelo Centro-Sul do país a partir desta semana e deve provocar uma queda acentuada nas temperaturas entre quinta-feira (2) e sábado (4) de julho.

O sistema começa pelo Rio Grande do Sul, segue para Santa Catarina e Paraná e depois se espalha para Mato Grosso do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro e parte de Mato Grosso.

O frio será sentido principalmente durante as tardes, quando as máximas despencam em relação ao início da semana.

Antes da chegada do ar mais gelado, o Sul do país ainda enfrenta temporais. Veja como fica o tempo em cada região nos próximos dias de acordo com dados do Inmet:

  • Sul: geadas, mínimas perto de 0°C nas áreas mais altas do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, e até possibilidade de geada em diferentes pontos da região. Antes disso, ainda há risco de chuva forte, raios, rajadas de vento e queda isolada de granizo;
  • Sudeste: queda expressiva das temperaturas em São Paulo e no Rio de Janeiro a partir de sexta-feira, com máximas bem abaixo das registradas no início da semana;
  • Centro-Oeste: mínimas próximas de 12°C em Mato Grosso do Sul e em parte de Mato Grosso, especialmente nas madrugadas;
  • Nordeste: chuva concentrada na faixa litorânea entre Ceará e Bahia, enquanto o interior segue com calor e tempo seco;
  • Norte: sem queda generalizada de temperatura. As marcas mais baixas ficam entre 15°C e 16°C no centro-sul e no sudeste do Tocantins, mas o calor continua forte durante a tarde, com máximas que podem passar dos 37°C em outras áreas do estado.

Antes do avanço do ar polar, a Região Sul ainda enfrenta instabilidade. Santa Catarina, o centro-norte do Rio Grande do Sul e o sul do Paraná concentram as condições mais favoráveis para temporais nos próximos dias, com risco de raios, rajadas de vento e queda isolada de granizo.

A chuva chega a uma região que já recebeu volumes expressivos nos dias anteriores, com acumulados que superaram 180 milímetros em municípios gaúchos e ultrapassaram 100 milímetros em cidades catarinenses e paranaenses.

Como fica o tempo nas capitais?

Em São Paulo, a virada do tempo deve ser sentida já na sexta-feira, com mínima próxima de 10°C e máxima que não deve passar dos 17°C.

No Rio de Janeiro, a chegada da frente fria reduz as temperaturas a partir de sexta, com máximas em torno de 19°C no sábado.

Porto Alegre tende a registrar uma

das tardes mais frias do ano, com máxima perto de 11°C e mínima de 3°C, além de sensação térmica ainda mais baixa nas primeiras horas do dia.

Curitiba também deve ter uma queda acentuada, com mínimas próximas de 6°C.

O que é massa de ar polar?

A massa de ar polar é uma grande porção de ar frio e seco que se forma em regiões de altas latitudes, próximas ao polo Sul, e se desloca para o continente sul-americano, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Esse tipo de sistema também costuma ser chamado de Massa Polar Atlântica ou Anticiclone Polar Migratório pela literatura meteorológica.

Ao avançar sobre o Brasil, esse ar gelado provoca quedas bruscas de temperatura, principalmente nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste.

O fenômeno costuma ser reforçado pela passagem de frentes frias, que organizam o avanço do ar polar e ajudam a intensificar o frio logo depois da chuva.

Quando o sistema é mais intenso, o efeito chega até a Região Norte, sobretudo a estados como Acre, Rondônia e o sul do Amazonas, em um fenômeno conhecido como friagem.

É comum ter massa de ar polar no inverno?

Sim. A chegada de massas de ar polar é um fenômeno típico do inverno no Hemisfério Sul, já que é nesse período que o continente antártico exporta com mais frequência o ar frio acumulado em direção a latitudes mais baixas.

O Inmet aponta o inverno como a estação mais associada a episódios de geada no Sul, no Sudeste e em Mato Grosso do Sul, além da possibilidade de neve nas áreas serranas do Sul e de friagens no Norte do país.

A frequência e a intensidade dessas massas de ar variam de ano para ano, de acordo com fatores como o El Niño e o La Niña.

Em anos de El Niño, como é o caso de 2026, a tendência é de ondas de frio mais espaçadas e menos intensas em boa parte do país, embora o fenômeno continue favorecendo mais chuva e instabilidade na Região Sul.

Mesmo em invernos considerados mais amenos, episódios pontuais de frio intenso seguem sendo esperados, especialmente nas primeiras semanas da estação, quando o choque entre o ar polar e o ar mais quente que ainda permanece sobre o país tende a ser mais brusco.

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