Eleições 2026: Pesquisas medirão decisão do eleitorado brasileiro (Marcos Oliveira/Agência Senado/Flickr)
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Publicado em 1 de agosto de 2026 às 08h00.
A rodada de pesquisas eleitorais da Genial/Quaest na última semana de julho ofereceu um retrato mais abrangente das disputas estaduais para 2026. Foram dez estados em quatro dias, cobrindo quase 70% do eleitorado nacional.
Os números mostram um país com dinâmicas regionais muito próprias, onde a polarização nacional ora se impõe, ora cede espaço a questões e lideranças locais.
Ideologicamente, a direita e a centro-direita lideram em São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Minas Gerais e Goiás. A esquerda e o centro-esquerda mantêm força no Ceará e na Bahia.
Nos demais estados, como Pernambuco, Pará e Rio Grande do Sul, a indefinição e os empates técnicos dominam. A pouco mais de dois meses para as urnas, o resultado das eleições gerais de 2026 para o Brasil parece incerto.
No Rio de Janeiro, o prefeito Eduardo Paes (PSD) lidera com folga. A pesquisa estimulada de primeiro turno mostrou Paes com 38% das intenções de voto, bem à frente de Anthony Garotinho (Republicanos) e de Douglas Ruas (PL), ambos com 10%.
A fragmentação do campo bolsonarista e a dificuldade da oposição em encontrar um nome competitivo fazem de Paes, neste momento, o favorito dos fluminenses.
No Pará, a governadora Hana Ghassan (MDB) aparece com 24%, seguida de perto pelo Dr. Daniel Santos (Podemos), com 20%, cenário que configura um empate técnico dentro da margem de erro de três pontos percentuais.
A pesquisa indica uma disputa em aberto no estado, com o eleitorado ainda dividido entre a continuidade da gestão Helder Barbalho e a oposição alinhada ao campo bolsonarista.
No Paraná, o senador Sergio Moro (PL) lidera com 39%. Ainda que lidere isolado, seus principais adversários são Requião Filho (PDT), com 18%, e o ex-prefeito Rafael Greca (MDB), com 12%.
Os números sugerem que Moro herda parte do capital político bolsonarista no estado, mas a larga vantagem no primeiro turno não esconde que sua rejeição (34%) pode ser um fator em uma eventual segunda etapa.
Em Minas Gerais, o senador Cleitinho (Republicanos) aparece como o nome mais forte tanto no primeiro quanto no segundo turno. No cenário estimulado com todos os possíveis candidatos, Cleitinho lidera com 35%, seguido pelo ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT), com 12%.
Ao longo da semana, a participação de Cleitinho no pleito foi colocada em xeque pelo presidente do seu partido, Marcos Pereira, que afirmou que o senador havia desistido da candidatura. Horas depois, o favorito do eleitorado mineiro voltou atrás e segue na disputa.
Em Pernambuco, a governadora Raquel Lyra (PSD) tem 43% no primeiro turno, contra 37% do prefeito do Recife, João Campos (PSB). Embora Lyra lidere numericamente, a margem de erro coloca os dois em empate técnico, sinalizando que a disputa no estado será acirrada e deve mobilizar as duas principais forças políticas locais.
A pesquisa de julho sobre a corrida eleitoral em São Paulo afastou os dois principais candidatos, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT).
No primeiro turno, Tarcísio aparece com 41%, contra 26% de Haddad. A diferença de 15 pontos percentuais mostra que, até aqui, o bolsonarismo mantém ampla vantagem no maior colégio eleitoral do país.
Na Bahia, a pesquisa revelou a disputa mais incerta da rodada. O ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União) aparece com 39%, numericamente à frente do governador Jerônimo Rodrigues (PT), que tem 38%.
O resultado do segundo turno também configura empate técnico, mas com maior vantagem numérica para ACM Neto, que alcança 43%, enquanto Jerônimo Rodrigues soma 39%. Trata-se de uma eleição imprevisível no estado e acende o sinal de alerta no PT, que governa a Bahia há quase 20 anos.
No Rio Grande do Sul, a deputada estadual Juliana Brizola (PDT) lidera com 24%, seguida pelo deputado federal Luciano Zucco (PL), com 22%, colocando o estado gaúcho na lista dos marcados por empate técnico.
A fragmentação do eleitorado gaúcho aparece nos números: os indecisos somam 27%, o que deixa a disputa em aberto.
No Ceará, Ciro Gomes (PSDB) larga na frente com 43% contra 33% do governador Elmano de Freitas (PT). A vantagem de dez pontos coloca Ciro como favorito, mas o PT mantém força e a disputa tende a se intensificar até o pleito.
Em Goiás, o governador Daniel Vilela (MDB) lidera com 37%, seguido por Marconi Perillo (PSDB), com 21%, e por Wilder Morais (PL), com 11%. O cenário mostra Vilela como favorito, capitalizando a herança política de Ronaldo Caiado.