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Maia defende punição após ataque a jornalista durante CPI

"Falso testemunho, difamação e sexismo têm de ser punidos", disse Maia sobre ataque feito à jornalista Patricia Campos Mello na CPI das Fake News

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), reagiu nesta quarta-feira, 12, aos ataques feitos por Hans River do Rio Nascimento, ex-funcionário da empresa de marketing digital Yacows, à jornalista Patricia Campos Mello, da Folha de S. Paulo durante CPI Mista das Fake News. "Dar falso testemunho numa comissão do Congresso é crime. Atacar a imprensa com acusações falsas de caráter sexual é baixaria com características de difamação. Falso testemunho, difamação e sexismo têm de ser punidos no rigor da lei", disse Maia no Twitter.

Na terça, Nascimento disse que a jornalista "queria sair" com ele em troca de informações para uma reportagem. O deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) afirmou em seguida não duvidar de que ela "possa ter se insinuado sexualmente".

Entidades repudiaram as declarações de Nascimento e de Eduardo Bolsonaro. "É lamentável que um depoimento em CPMI repleto de inverdades seja usado para atacar a honra de uma repórter que fez o seu trabalho de trazer à luz práticas eleitorais questionáveis", disse o presidente da Associação Nacional de Jornais (ANJ), Marcelo Rech. "A tentativa de intimidar e deslegitimar o jornalismo profissional é uma das práticas típicas de autocracias."

Em 2018, Patricia publicou reportagem sobre a ação de empresas que faziam disparos em massa no WhatsApp para influenciar o voto nas eleições presidenciais. A Yacows era uma delas.

Nota assinada pela Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e outras entidades diz que a "linha que ele (Hans Nascimento) cruzou é a de mentir escancaradamente em uma instância em que a mentira é considerada crime". "Seguiremos atentos de que as devidas medidas judiciais sejam tomadas."

Presidente do Repórteres Sem Fronteiras, Emmanuel Colombié criticou a postura de Eduardo. "A atitude incendiária do deputado Eduardo Bolsonaro é totalmente indigna, é inaceitável", disse ele.

Nesta quarta, mais de 2,4 mil mulheres jornalistas assinaram manifesto de apoio à repórter no qual repudiam as acusações do depoente feitas "sem apresentar qualquer prova". As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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